CID U07 - COVID-19 | Sintomas, Tratamento e Vacinação | MediLife
U07

COVID-19

Informações sobre COVID-19 (CID-10: U07). Sintomas, causas, tratamentos e orientações médicas.

Sobre U07 - COVID-19

O que é COVID-19 (CID U07)?

A COVID-19, classificada como CID U07, é uma doença infecciosa causada pelo coronavírus SARS-CoV-2, identificado pela primeira vez em Wuhan, China, em dezembro de 2019. A pandemia de COVID-19 foi a maior crise sanitária do século XXI, afetando todos os países do mundo e causando profundas mudanças sociais, econômicas e na saúde pública.

No Brasil, a COVID-19 causou mais de 700 mil óbitos oficialmente registrados (um dos países mais afetados) e mais de 37 milhões de casos confirmados. Globalmente, a OMS estima que o número real de mortes pode ter ultrapassado 20 milhões.

Subtipos do CID U07

  • U07.1 — COVID-19, vírus identificado: diagnóstico confirmado por teste laboratorial (RT-PCR ou antígeno)
  • U07.2 — COVID-19, vírus não identificado: diagnóstico clínico-epidemiológico sem confirmação laboratorial

O vírus SARS-CoV-2

É um vírus RNA da família Coronaviridae. Infecta as células humanas por meio da proteína Spike, que se liga ao receptor ACE2 presente no pulmão, coração, rins e intestino. Ao longo da pandemia, diversas variantes surgiram (Alfa, Beta, Delta, Ômicron), com características diferentes de transmissibilidade e gravidade.

Formas de transmissão

  • Gotículas respiratórias: partículas liberadas ao falar, tossir ou espirrar
  • Aerossóis: partículas menores que podem permanecer suspensas no ar por horas, especialmente em ambientes fechados
  • Contato: tocar superfícies contaminadas e depois o rosto (menos importante)

Sintomas

Os sintomas variam desde infecção assintomática até quadros graves com insuficiência respiratória:

  • Febre (o sintoma mais comum)
  • Tosse seca persistente
  • Fadiga e mal-estar intenso
  • Dor de cabeça
  • Dor no corpo e dor de garganta
  • Perda de olfato (anosmia) e paladar (ageusia) — mais comuns nas variantes iniciais
  • Falta de ar (sinal de gravidade)
  • Diarreia, náuseas e vômitos
  • Congestão nasal e coriza (mais comum na variante Ômicron)

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Causas

Causas e Fatores de Risco da COVID-19 (CID U07)

A COVID-19 é causada pela infecção pelo vírus SARS-CoV-2, transmitido de pessoa para pessoa.

Fatores de risco para doença grave

  • Idade avançada: o principal fator de risco. A mortalidade aumenta exponencialmente após os 60 anos. Idosos acima de 80 anos têm risco até 600 vezes maior que jovens
  • Doenças cardiovasculares: hipertensão, doença coronariana, insuficiência cardíaca
  • Diabetes mellitus: especialmente mal controlada, aumenta o risco de formas graves e óbito
  • Obesidade: IMC acima de 30 é fator de risco independente para internação em UTI e morte
  • Doenças pulmonares crônicas: DPOC, asma grave, fibrose pulmonar
  • Imunossupressão: transplantados, pacientes em quimioterapia, HIV com contagem baixa de CD4
  • Doença renal crônica: especialmente pacientes em diálise
  • Gestação: gestantes têm maior risco de complicações graves
  • Tabagismo: ativo ou prévio
  • Síndrome de Down: risco aumentado por alterações imunológicas

Fatores que reduziram a gravidade ao longo da pandemia

  • Vacinação: as vacinas reduziram dramaticamente a hospitalização e a mortalidade
  • Imunidade natural: infecções prévias conferiram proteção parcial
  • Variantes menos virulentas: a Ômicron e subvariantes subsequentes causaram doença menos grave que a Delta
  • Tratamentos antivirais: disponibilidade de medicamentos como Paxlovid e anticorpos monoclonais

Fase endêmica (atual)

A COVID-19 transitou de pandemia para fase endêmica em grande parte do mundo. O vírus continua circulando com ondas sazonais, mas a imunidade populacional (por vacinação e infecções prévias) reduziu significativamente a gravidade. Novas variantes continuam surgindo, e a vacinação periódica é recomendada para grupos de risco.

Tratamentos

Tratamento da COVID-19 (CID U07)

O tratamento da COVID-19 evoluiu significativamente desde o início da pandemia, com diversas terapias comprovadamente eficazes disponíveis.

Casos leves (tratamento domiciliar)

  • Repouso e hidratação: a maioria dos casos (80-85%) é leve e pode ser tratada em casa
  • Antitérmicos e analgésicos: paracetamol e dipirona para febre e dor
  • Monitoramento da saturação de oxigênio: oxímetro de dedo — valores abaixo de 94% exigem atendimento médico
  • Antivirais (para grupos de risco): Nirmatrelvir/Ritonavir (Paxlovid) — indicado nos primeiros 5 dias de sintomas para pacientes de risco. Reduz hospitalização em até 89%

Casos moderados a graves (hospitalização)

  • Oxigenoterapia: suplementação de oxigênio por cateter nasal, máscara ou ventilação não invasiva
  • Corticoides: dexametasona 6 mg/dia por 10 dias — reduziu mortalidade em 30% nos pacientes que necessitam de oxigênio. Não indicado em casos leves sem necessidade de oxigênio
  • Anticoagulação: enoxaparina profilática para prevenir tromboembolismo (comum na COVID grave)
  • Tocilizumabe ou Baricitinibe: para pacientes com inflamação intensa (tempestade de citocinas)
  • Pronação: posicionar o paciente de bruços melhora significativamente a oxigenação

Casos críticos (UTI)

  • Ventilação mecânica invasiva: para insuficiência respiratória grave (SDRA)
  • Suporte hemodinâmico: drogas vasoativas para choque
  • Terapia renal substitutiva: diálise quando há lesão renal aguda
  • ECMO: oxigenação por membrana extracorpórea em casos refratários selecionados

Tratamentos que NÃO funcionam

Estudos científicos rigorosos demonstraram que os seguintes tratamentos NÃO são eficazes contra COVID-19: ivermectina, cloroquina/hidroxicloroquina, azitromicina (sem infecção bacteriana), dióxido de cloro, ozônio e nebulização com qualquer substância não aprovada.

Prevenção

Como prevenir a COVID-19 (CID U07)

A vacinação é a principal ferramenta de prevenção, complementada por medidas de higiene e distanciamento em períodos de maior circulação viral.

Vacinação

  • Vacinas disponíveis no Brasil: CoronaVac (Sinovac/Butantan), AstraZeneca/Fiocruz, Pfizer-BioNTech e Janssen foram as principais vacinas utilizadas. Vacinas bivalentes e atualizadas para novas variantes estão disponíveis
  • Esquema vacinal: esquema primário (2-3 doses, conforme a vacina) + doses de reforço periódicas, especialmente para grupos de risco
  • Eficácia: as vacinas reduziram hospitalização em mais de 90% e mortalidade em mais de 95% durante a pandemia
  • Recomendação atual: atualização vacinal anual, similar à vacina da gripe, especialmente para idosos, imunossuprimidos, gestantes e portadores de comorbidades

Medidas complementares

  • Higiene das mãos: lavagem frequente com água e sabão ou álcool gel 70%
  • Uso de máscara: recomendado em ambientes hospitalares e durante surtos. Máscara N95/PFF2 para profissionais de saúde e ambientes de alto risco
  • Ventilação de ambientes: manter janelas abertas e ambientes ventilados reduz a concentração de aerossóis
  • Etiqueta respiratória: cobrir boca e nariz ao tossir e espirrar
  • Isolamento em caso de infecção: permanecer em casa por pelo menos 5-7 dias quando infectado para reduzir a transmissão

A vacinação completa (com doses de reforço) reduz o risco de hospitalização por COVID-19 em mais de 90% e de morte em mais de 95%, mesmo contra novas variantes.

Complicações

Complicações da COVID-19 (CID U07)

A COVID-19 pode causar complicações em múltiplos órgãos, tanto na fase aguda quanto a longo prazo (COVID longa).

Complicações da fase aguda

  • Pneumonia viral: a complicação pulmonar mais comum. Infiltrados bilaterais em vidro fosco na tomografia. Pode evoluir para síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA)
  • Tromboembolismo: a COVID-19 causa um estado de hipercoagulabilidade. Trombose venosa profunda, embolia pulmonar e microtrombose pulmonar são complicações graves
  • Lesão renal aguda: ocorre em 20-30% dos pacientes graves, podendo necessitar de diálise
  • Lesão cardíaca: miocardite, arritmias e insuficiência cardíaca
  • Tempestade de citocinas: resposta inflamatória exagerada que causa dano a múltiplos órgãos
  • AVC: tanto isquêmico quanto hemorrágico, por trombose ou vasculite
  • Síndrome inflamatória multissistêmica em crianças (SIM-P): condição rara mas grave em crianças, semelhante à doença de Kawasaki

COVID Longa (Long COVID / Pós-COVID)

Estima-se que 10 a 30% dos infectados desenvolvam sintomas persistentes por semanas a meses após a infecção aguda:

  • Fadiga crônica: o sintoma mais relatado, desproporcional ao esforço
  • Nevoeiro cerebral: dificuldade de concentração, memória e raciocínio
  • Falta de ar: dispneia persistente, mesmo com exames pulmonares normais
  • Dor no peito e palpitações: taquicardia postural (POTS)
  • Dores musculares e articulares
  • Distúrbios do sono: insônia e sono não reparador
  • Alterações de humor: ansiedade, depressão e estresse pós-traumático
  • Perda prolongada de olfato e paladar: pode levar meses para recuperação

Complicações a longo prazo

  • Fibrose pulmonar: cicatrização dos pulmões após pneumonia grave
  • Doença cardiovascular: risco aumentado de eventos cardiovasculares por até 1 ano após infecção
  • Disfunção imunológica: risco aumentado de outras infecções nos meses seguintes

Consulte Sempre um Médico

As informações desta página têm caráter exclusivamente informativo e não substituem uma consulta médica. Não se autodiagnostique nem se automedique. Procure um profissional de saúde para diagnóstico e tratamento adequados.

Perguntas Frequentes sobre U07

A COVID-19, classificada como CID U07, é uma doença infecciosa causada pelo coronavírus SARS-CoV-2. Foi identificada em 2019 e causou a maior pandemia do século XXI, com mais de 700 mil mortes só no Brasil. Os sintomas incluem febre, tosse, fadiga, dor no corpo e, em casos graves, falta de ar e insuficiência respiratória.
Sim, a grande maioria dos infectados (80-85%) tem doença leve que se resolve em 1-2 semanas. Antivirais como o Paxlovid são eficazes quando iniciados nos primeiros 5 dias, especialmente para grupos de risco. A vacinação é a melhor forma de prevenção e reduz drasticamente o risco de formas graves. No entanto, 10-30% podem ter sintomas prolongados (COVID longa).
Os sintomas mais comuns são febre, tosse seca, fadiga, dor de cabeça, dor no corpo e dor de garganta. Com a variante Ômicron, coriza, congestão nasal e espirros tornaram-se mais frequentes. Perda de olfato e paladar foram marcantes nas variantes iniciais. Falta de ar é um sinal de gravidade que requer atendimento médico imediato.
Para casos leves, o clínico geral ou médico de família pode orientar o tratamento domiciliar. Para falta de ar, saturação abaixo de 94%, febre persistente por mais de 3 dias ou piora progressiva, procure o pronto-socorro. O infectologista e o pneumologista atuam em casos moderados a graves. Para COVID longa, a abordagem é multidisciplinar.
Sim, a COVID-19 pode dar direito a afastamento pelo INSS quando causa incapacidade para o trabalho. Casos leves geralmente requerem apenas 5-14 dias de repouso. Casos graves com hospitalização geram afastamento prolongado. COVID longa com incapacidade persistente pode dar direito a benefício por incapacidade. A COVID-19 também pode ser reconhecida como doença ocupacional em profissionais de saúde.
Sim, a vacinação periódica contra COVID-19 continua recomendada, especialmente para grupos de risco (idosos, imunossuprimidos, gestantes, portadores de comorbidades). A atualização vacinal anual, similar à vacina da gripe, é a estratégia atual para acompanhar as novas variantes. As vacinas reduziram em mais de 90% o risco de hospitalização e morte.

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