Fratura ao nível do punho e da mão
Informações sobre Fratura ao nível do punho e da mão (CID-10: S62). Sintomas, causas, tratamentos e orientações médicas.
Sobre S62 - Fratura ao nível do punho e da mão
O que é Fratura do Punho e da Mão (CID S62)?
A fratura ao nível do punho e da mão, classificada como CID S62, engloba fraturas dos ossos do carpo (punho), metacarpos (palma da mão) e falanges (dedos). São fraturas extremamente comuns, representando cerca de 25% de todas as fraturas atendidas em emergências ortopédicas.
A mão é uma estrutura complexa composta por 27 ossos, e sua função é essencial para virtualmente todas as atividades da vida diária. Por isso, o tratamento adequado dessas fraturas é crucial para preservar a funcionalidade.
Tipos de fratura (subtipos do CID S62)
- S62.0 — Fratura do osso escafoide: o osso do carpo mais fraturado. Muito comum em adultos jovens após queda com mão espalmada
- S62.1 — Fratura de outros ossos do carpo: piramidal, semilunar, hamato, etc.
- S62.2 — Fratura do primeiro metacarpo (polegar): fratura de Bennett (articular) e de Rolando
- S62.3 — Fratura de outros metacarpos: fratura do boxeador (5º metacarpo) é uma das mais comuns
- S62.4 — Fraturas múltiplas de metacarpos
- S62.5 — Fratura do polegar (falange): fratura das falanges do polegar
- S62.6 — Fratura de outros dedos: fraturas das falanges dos dedos, as mais frequentes da mão
- S62.7 — Fraturas múltiplas de dedos
Fraturas mais comuns
- Fratura do escafoide: osso do carpo mais vulnerável, localizado na base do polegar. Perigosa porque tem irrigação sanguínea precária — risco de necrose avascular
- Fratura do boxeador: fratura do colo do 5º metacarpo por soco contra superfície dura. Muito comum em adultos jovens
- Fratura de Bennett: fratura-luxação da base do 1º metacarpo (polegar), geralmente cirúrgica
- Fraturas de falanges: as mais comuns da mão, causadas por trauma direto (portas, martelos, esportes)
Sintomas
- Dor imediata no local da fratura
- Inchaço e hematoma
- Dificuldade para movimentar o dedo ou a mão
- Deformidade (angulação ou rotação do dedo)
- Sensibilidade ao toque na "tabaqueira anatômica" (fratura de escafoide)
Diagnóstico
Radiografias da mão em múltiplas incidências são o exame inicial. Para fraturas do escafoide, a radiografia pode ser normal nas primeiras semanas — nesses casos, se a suspeita clínica é forte (dor na tabaqueira anatômica), imobiliza-se e repete-se a radiografia em 10-14 dias, ou solicita-se ressonância magnética ou tomografia para diagnóstico precoce.
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Causas
Causas da Fratura do Punho e da Mão (CID S62)
As fraturas da mão e do punho ocorrem por mecanismos variados, dependendo do osso afetado.
Mecanismos de trauma
- Queda com apoio sobre a mão: causa mais comum de fratura do escafoide e dos metacarpos. A energia é transmitida pelo punho hiperextendido
- Trauma direto (esmagamento): batida de porta no dedo, queda de objeto pesado sobre a mão, acidente com ferramentas. Causa mais comum de fraturas de falanges
- Soco (impacto contra superfície dura): causa clássica da fratura do boxeador (5º metacarpo). Ocorre também em brigas e acidentes
- Torção: movimentos bruscos de torção podem fraturar falanges e metacarpos
- Esportes: futebol americano, basquete, vôlei (bola no dedo), artes marciais, skate
- Acidentes de trabalho: prensas, serras, máquinas industriais
Fatores de risco
- Esportes de impacto e contato: artes marciais, futebol americano, vôlei, basquete, handebol
- Osteoporose: especialmente para fraturas do rádio distal e metacarpos em idosos
- Trabalho manual: operadores de máquinas, construção civil, mecânicos
- Idade: crianças (quedas de playground) e idosos (osteoporose e quedas)
- Ausência de equipamentos de proteção: luvas de proteção em atividades de risco
Fraturas de estresse
Mais raras na mão, podem ocorrer em atletas (remadores, ginastas) por microtrauma repetitivo nos metacarpos.
Tratamentos
Tratamento da Fratura do Punho e da Mão (CID S62)
O tratamento varia conforme o osso fraturado, o tipo de fratura (estável ou instável, articular ou extra-articular) e o grau de desvio.
Tratamento conservador
Fraturas de falanges (dedos) sem desvio:
- Sindactilia (buddy taping): imobilização do dedo fraturado junto ao dedo vizinho com fita adesiva. Permite mobilidade precoce
- Tala metálica (splint): imobilização com tala moldável por 3-4 semanas
Fratura do boxeador (5º metacarpo) com angulação aceitável:
- Tala ulnar ou gesso com punho em posição funcional por 3-4 semanas
Fratura do escafoide sem desvio:
- Gesso incluindo o polegar (gesso tipo luva) por 8-12 semanas. A consolidação do escafoide é lenta devido à irrigação precária
Tratamento cirúrgico
Indicado em fraturas instáveis, com desvio significativo, articulares ou que não consolidam:
- Fratura do escafoide com desvio: fixação com parafuso (parafuso de Herbert). Permite mobilidade precoce e reduz o tempo de imobilização
- Fratura de Bennett: fixação com fios de Kirschner ou placa e parafusos. É sempre cirúrgica por ser articular e instável
- Fraturas de metacarpos com rotação: qualquer desvio rotacional é inaceitável (causa sobreposição dos dedos ao fechar a mão) e requer fixação cirúrgica
- Fraturas de falanges instáveis ou articulares: fixação com fios, placa e parafusos miniaturizados
Reabilitação
- Fisioterapia e terapia da mão: essenciais para recuperar mobilidade, força e destreza. O terapeuta da mão é o profissional especializado
- Mobilização precoce: sempre que possível, iniciar movimentos dos dedos não afetados desde o primeiro dia
- Exercícios com massa terapêutica: para fortalecimento progressivo da preensão
- Tempo de recuperação: 6-8 semanas para falanges, 8-12 semanas para escafoide, retorno completo em 3-6 meses
Prevenção
Como prevenir Fraturas do Punho e da Mão (CID S62)
A prevenção envolve proteção da mão em atividades de risco e fortalecimento ósseo geral.
Medidas preventivas
- Equipamentos de proteção: luvas de proteção em atividades industriais e manuais. Protetores de punho em esportes como skate, patins e ciclismo
- Técnica correta em esportes: uso de bandagens nas mãos para artes marciais e boxe. Técnica correta de soco e queda
- Aquecimento: aquecer mãos e punhos antes de atividades esportivas
- Prevenção de quedas: barras de apoio, iluminação adequada, calçados antiderrapantes para idosos
- Fortalecimento ósseo: alimentação rica em cálcio e vitamina D, exercícios com carga para estimular a formação óssea
- Atenção com portas e máquinas: cuidado ao fechar portas (causa comum de fratura de falanges), uso adequado de ferramentas e máquinas
- Tratamento da osteoporose: em mulheres pós-menopáusicas e idosos, rastreamento e tratamento quando indicado
O uso de protetores de punho reduz em até 87% o risco de fraturas do punho em praticantes de skate e patins.
Complicações
Complicações da Fratura do Punho e da Mão (CID S62)
As fraturas da mão e punho podem apresentar complicações que comprometem a função manual, essencial para atividades cotidianas e profissionais.
Complicações específicas
- Necrose avascular do escafoide: a irrigação sanguínea precária deste osso torna-o vulnerável à morte do tecido ósseo quando a fratura interrompe o fluxo. Ocorre em até 10-15% das fraturas do escafoide, especialmente as do polo proximal. Pode levar à artrose do punho
- Pseudoartrose do escafoide: não-consolidação da fratura, gerando dor crônica e instabilidade do carpo. Frequente quando a fratura não é diagnosticada inicialmente
Complicações gerais
- Rigidez articular: perda de mobilidade dos dedos ou do punho é a complicação mais comum. Imobilização prolongada é o principal fator de risco
- Consolidação viciosa: cicatrização em posição inadequada, especialmente desvio rotacional em metacarpos (causa sobreposição dos dedos)
- Aderências tendíneas: os tendões podem aderir ao local da fratura, limitando o deslizamento e a mobilidade
- Síndrome de dor regional complexa (SDRC): dor crônica desproporcional, inchaço, alterações de cor e temperatura da mão. Complicação rara mas debilitante
- Artrose pós-traumática: em fraturas que atingem superfícies articulares, especialmente no punho
- Lesão nervosa: compressão ou lesão de nervos digitais, podendo causar dormência permanente
- Infecção: em fraturas expostas ou após cirurgia
Consulte Sempre um Médico
As informações desta página têm caráter exclusivamente informativo e não substituem uma consulta médica. Não se autodiagnostique nem se automedique. Procure um profissional de saúde para diagnóstico e tratamento adequados.
Perguntas Frequentes sobre S62
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