CID R05 - Tosse | Causas, Tipos e Tratamento | MediLife
R05

Tosse

Informações sobre Tosse (CID-10: R05). Sintomas, causas, tratamentos e orientações médicas.

Sobre R05 - Tosse

O que é Tosse (CID R05)?

A tosse, classificada como CID R05, é um reflexo de defesa do organismo que serve para limpar as vias aéreas de secreções, partículas estranhas e microrganismos. Embora seja um mecanismo protetor, a tosse persistente é uma das queixas mais frequentes em consultórios médicos e pode ser sintoma de diversas condições.

Estima-se que a tosse represente até 30 milhões de consultas médicas por ano no Brasil. É o sintoma respiratório mais comum e pode afetar significativamente a qualidade de vida, interferindo no sono, no trabalho e nas atividades sociais.

Classificação da tosse por duração

  • Tosse aguda: duração inferior a 3 semanas. Geralmente causada por infecções respiratórias virais (resfriado, gripe, COVID-19)
  • Tosse subaguda: duração de 3 a 8 semanas. Frequentemente pós-infecciosa
  • Tosse crônica: duração superior a 8 semanas. Requer investigação médica

Classificação por características

  • Tosse seca (não produtiva): sem expectoração. Comum em asma, refluxo, uso de medicamentos (IECA) e irritação faríngea
  • Tosse produtiva (com catarro): com expectoração de secreção. Sugere infecção, bronquite ou sinusite
  • Tosse com sangue (hemoptise): sinal de alerta que requer investigação imediata

Mecanismo da tosse

A tosse é um reflexo coordenado que envolve: receptores da tosse nas vias aéreas detectam um estímulo irritante, o nervo vago transmite o sinal ao centro da tosse no tronco cerebral, e uma contração explosiva dos músculos respiratórios expele ar a velocidades de até 800 km/h, arrastando partículas e secreções.

Quando a tosse é preocupante

Procure atendimento médico se apresentar:

  • Tosse com sangue (hemoptise)
  • Tosse com febre alta persistente
  • Tosse que dura mais de 3 semanas
  • Tosse com falta de ar ou chiado no peito
  • Tosse com perda de peso inexplicada
  • Tosse em bebês menores de 3 meses
  • Tosse intensa com vômitos em crianças (suspeita de coqueluche)

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Causas

Causas da Tosse (CID R05)

As causas da tosse são extremamente variadas e dependem da duração e das características do sintoma.

Causas de tosse aguda (menos de 3 semanas)

  • Infecções virais das vias aéreas superiores: resfriado comum, gripe e COVID-19 são as causas mais frequentes
  • Rinossinusite aguda: infecção dos seios da face com gotejamento pós-nasal que irrita a garganta
  • Laringite e faringite: inflamação da laringe e faringe
  • Bronquite aguda: inflamação dos brônquios, geralmente viral
  • Pneumonia: infecção pulmonar que causa tosse produtiva, febre e falta de ar
  • Exacerbação de asma: crises asmáticas provocam tosse seca e chiado
  • Inalação de irritantes: fumaça, poeira, produtos químicos

Causas de tosse crônica (mais de 8 semanas)

As três causas mais comuns de tosse crônica são:

  • Síndrome da tosse das vias aéreas superiores (gotejamento pós-nasal): rinite alérgica, sinusite crônica. O muco escorre pela garganta e irrita as vias aéreas. É a causa mais comum de tosse crônica
  • Asma: a tosse pode ser o único sintoma da asma, especialmente à noite e com exercícios. Chamada de "variante tosse da asma"
  • Doença do refluxo gastroesofágico (DRGE): o ácido do estômago reflui para o esôfago e pode atingir as vias aéreas, causando tosse seca crônica, especialmente após refeições e ao deitar

Outras causas de tosse crônica

  • Medicamentos: os inibidores da ECA (enalapril, captopril, ramipril) causam tosse seca em 5-20% dos pacientes. Resolve com a troca do medicamento
  • Doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC): tosse produtiva crônica em fumantes
  • Tuberculose: tosse por mais de 3 semanas com febre, sudorese noturna e perda de peso. O Brasil é um dos 30 países com maior carga de TB
  • Câncer de pulmão: tosse persistente, especialmente com hemoptise, em fumantes acima de 50 anos
  • Insuficiência cardíaca: tosse seca noturna por congestão pulmonar
  • Bronquiectasias: dilatação anormal dos brônquios com tosse produtiva crônica

Tratamentos

Tratamento da Tosse (CID R05)

O tratamento da tosse deve ser direcionado à causa subjacente, e não apenas à supressão do sintoma. Tratar a tosse sem investigar a causa pode mascarar doenças importantes.

Tratamento da tosse aguda

  • Hidratação: beber bastante água e líquidos mornos (chás) ajuda a fluidificar as secreções
  • Mel: uma colher de sopa de mel antes de dormir é tão eficaz quanto muitos xaropes para tosse. Comprovado por estudos científicos. Não usar em crianças menores de 1 ano (risco de botulismo)
  • Lavagem nasal com soro fisiológico: alivia a congestão e o gotejamento pós-nasal
  • Analgésicos e antitérmicos: paracetamol ou dipirona para dor de garganta e febre associada
  • Umidificação do ar: vaporizadores ou toalha úmida no quarto

Sobre xaropes para tosse:

  • Antitussígenos (codeína, dextrometorfano): suprimem o reflexo da tosse. Usar apenas em tosse seca muito incômoda que atrapalha o sono. Contraindicados em crianças menores de 6 anos
  • Mucolíticos (ambroxol, acetilcisteína): fluidificam o muco. Úteis em tosse produtiva com catarro espesso
  • Expectorantes (guaifenesina): facilitam a eliminação do muco

Tratamento da tosse crônica por causa

Gotejamento pós-nasal/rinite alérgica:

  • Anti-histamínicos: loratadina, desloratadina, fexofenadina
  • Corticoide nasal: budesonida, mometasona (spray nasal)
  • Lavagem nasal diária com soro fisiológico

Asma:

  • Broncodilatadores inalatórios (salbutamol) para crises
  • Corticoide inalatório (budesonida, fluticasona) para controle a longo prazo

Refluxo gastroesofágico (DRGE):

  • Inibidor de bomba de prótons: omeprazol ou pantoprazol por 8-12 semanas
  • Medidas comportamentais: elevar a cabeceira da cama, não deitar após comer, evitar alimentos ácidos e gordurosos

Tosse por IECA:

  • Trocar o medicamento por um BRA (losartana, valsartana). A tosse desaparece em 1-4 semanas após a troca

Prevenção

Como prevenir a Tosse (CID R05)

A prevenção da tosse envolve evitar os fatores desencadeantes e manter a saúde respiratória em boas condições.

Medidas preventivas

  • Vacinação: manter o calendário vacinal em dia. Vacinas contra gripe (influenza), COVID-19, pneumocócica e coqueluche previnem infecções que causam tosse intensa
  • Higiene das mãos: lavar as mãos frequentemente com água e sabão ou usar álcool gel. Principal medida para prevenir infecções respiratórias
  • Etiqueta respiratória: cobrir boca e nariz com o cotovelo ao tossir ou espirrar
  • Não fumar: o tabagismo é a principal causa evitável de tosse crônica. Parar de fumar melhora a tosse em semanas a meses
  • Evitar poluentes e irritantes: fumaça, poeira, produtos químicos e ambientes com ar-condicionado muito seco
  • Controle de alergias: tratar rinite alérgica e asma adequadamente para prevenir tosse alérgica
  • Controle do refluxo: para quem tem DRGE, manter dieta e medicação adequadas
  • Umidade do ambiente: manter a umidade do ar entre 40-60%. Usar umidificador em ambientes secos

A vacinação contra gripe, em particular, pode reduzir em até 40-60% o risco de infecções respiratórias que causam tosse, sendo especialmente recomendada para idosos, crianças, gestantes e pessoas com doenças crônicas.

Complicações

Complicações da Tosse (CID R05)

Embora a tosse em si seja um mecanismo de defesa, a tosse intensa ou prolongada pode causar complicações significativas.

Complicações da tosse intensa

  • Fratura de costela: a tosse violenta e repetida pode fraturar costelas, especialmente em idosos com osteoporose
  • Síncope (desmaio) da tosse: a pressão intratorácica elevada durante crises de tosse pode reduzir o fluxo cerebral e causar perda momentânea de consciência
  • Incontinência urinária de esforço: o aumento da pressão abdominal durante a tosse pode causar perda involuntária de urina, especialmente em mulheres
  • Hérnias: a pressão abdominal repetida pode causar ou agravar hérnias inguinais ou abdominais
  • Vômitos: crises de tosse intensa podem desencadear vômitos, especialmente em crianças
  • Cefaleia da tosse: dor de cabeça intensa provocada pelo esforço da tosse
  • Hemorragia subconjuntival: rompimento de pequenos vasos nos olhos pela pressão da tosse

Complicações psicossociais

  • Insônia: a tosse noturna prejudica gravemente a qualidade do sono
  • Impacto social: tosse persistente pode causar constrangimento e isolamento
  • Absenteísmo: faltas ao trabalho ou escola por tosse são extremamente comuns
  • Ansiedade: tosse crônica sem diagnóstico gera preocupação e ansiedade

Quando a tosse indica doença grave

  • Hemoptise (sangue na tosse): pode indicar tuberculose, câncer de pulmão ou embolia pulmonar
  • Tosse com febre persistente e perda de peso: suspeitar de tuberculose
  • Tosse com falta de ar progressiva: pode indicar insuficiência cardíaca ou doença pulmonar avançada

Consulte Sempre um Médico

As informações desta página têm caráter exclusivamente informativo e não substituem uma consulta médica. Não se autodiagnostique nem se automedique. Procure um profissional de saúde para diagnóstico e tratamento adequados.

Perguntas Frequentes sobre R05

As três causas mais comuns de tosse persistente (crônica) são: gotejamento pós-nasal por rinite alérgica ou sinusite, asma e refluxo gastroesofágico (DRGE). Outras causas incluem uso de medicamentos para pressão (inibidores da ECA), DPOC em fumantes, tuberculose e, mais raramente, câncer de pulmão. Tosse que dura mais de 3 semanas deve ser investigada.
Sim, na grande maioria dos casos. Uma vez identificada e tratada a causa, a tosse crônica desaparece. O tratamento da rinite alérgica, asma e refluxo resolve mais de 90% dos casos de tosse crônica. A investigação sistemática com o médico é essencial, pois em muitos casos mais de uma causa coexiste.
Tosse seca (sem catarro) sugere asma, refluxo, medicamentos ou irritação; tosse produtiva (com catarro claro) sugere bronquite ou sinusite; catarro amarelo/verde sugere infecção bacteriana; tosse com sangue requer investigação urgente (pode ser tuberculose ou câncer); tosse noturna sugere asma ou refluxo; tosse ao acordar é comum em fumantes (DPOC).
O clínico geral pode investigar e tratar a maioria das causas de tosse. Para tosse crônica que não responde ao tratamento inicial, o pneumologista é o especialista mais indicado. O otorrinolaringologista avalia causas nasais e sinusais. O gastroenterologista pode ser necessário quando a causa é refluxo.
A tosse como sintoma isolado geralmente não gera afastamento pelo INSS. No entanto, a doença que causa a tosse pode dar direito a afastamento. Tuberculose, DPOC grave, pneumonias complicadas e câncer de pulmão são condições que frequentemente geram benefício por incapacidade. O CID utilizado no atestado será o da doença de base, não apenas R05.
Uma tosse por resfriado ou gripe dura em média 2-3 semanas. Se a tosse persiste por mais de 3 semanas, é considerada subaguda e merece atenção. Após 8 semanas, é classificada como crônica e deve ser investigada pelo médico. A tosse pós-COVID pode durar de 4 a 12 semanas em alguns pacientes.

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