CID R10 - Dor Abdominal e Pélvica | Causas, Diagnóstico e Tratamento | MediLife
R10

Dor abdominal e pélvica

Informações sobre Dor abdominal e pélvica (CID-10: R10). Sintomas, causas, tratamentos e orientações médicas.

Sobre R10 - Dor abdominal e pélvica

O que é Dor Abdominal e Pélvica (CID R10)?

A dor abdominal e pélvica, classificada como CID R10, é um dos sintomas mais comuns na prática médica e pode ter inúmeras causas, desde condições benignas como gases e cólicas até emergências cirúrgicas como apendicite e perfuração de vísceras. É uma das principais queixas em pronto-socorros no Brasil e no mundo.

A dor abdominal representa 5 a 10% de todas as visitas ao pronto-socorro, sendo um sintoma que exige avaliação cuidadosa para diferenciar causas que podem ser tratadas em casa de situações potencialmente fatais.

Subtipos do CID R10

  • R10.0 — Abdome agudo: dor abdominal intensa de início súbito que requer avaliação urgente
  • R10.1 — Dor localizada no abdome superior: dor no epigástrio ou hipocôndrios
  • R10.2 — Dor pélvica e perineal: dor na região inferior do abdômen e pelve
  • R10.3 — Dor localizada em outras partes do abdome inferior: fossas ilíacas
  • R10.4 — Outras dores abdominais e as não especificadas: cólica abdominal difusa

Localização da dor e possíveis causas

  • Epigástrio (boca do estômago): gastrite, úlcera, pancreatite, infarto (sim, infarto pode causar dor no estômago)
  • Hipocôndrio direito: cálculos biliares (pedra na vesícula), hepatite, colecistite
  • Hipocôndrio esquerdo: problemas no baço, gastrite, pancreatite
  • Fossa ilíaca direita: apendicite (a mais importante emergência a excluir), dor ovariana em mulheres
  • Fossa ilíaca esquerda: diverticulite, cólica intestinal, dor ovariana
  • Suprapúbica: cistite, retenção urinária, dor uterina
  • Difusa: gastroenterite, obstrução intestinal, peritonite

Bandeiras vermelhas — sinais de alerta

Procure o pronto-socorro imediatamente se a dor abdominal vier acompanhada de:

  • Febre alta com dor intensa
  • Vômitos com sangue ou aspecto de borra de café
  • Fezes com sangue ou muito escuras (melena)
  • Abdômen rígido e doloroso ao toque (abdômen em tábua)
  • Desmaio, tontura intensa ou palidez
  • Gestante com dor abdominal
  • Dor intensa que impede qualquer movimento
  • Parada de eliminação de gases e fezes (obstrução intestinal)

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Causas

Causas da Dor Abdominal e Pélvica (CID R10)

As causas de dor abdominal são extremamente variadas e envolvem órgãos de múltiplos sistemas.

Causas gastrointestinais (mais comuns)

  • Gastroenterite aguda: infecção intestinal (viral ou bacteriana) — a causa mais frequente de dor abdominal aguda. Acompanha diarreia, náuseas e vômitos
  • Gastrite e dispepsia: dor tipo queimação no epigástrio, associada a refeições
  • Constipação intestinal: causa extremamente comum de dor abdominal, especialmente em crianças
  • Apendicite: inflamação do apêndice — emergência cirúrgica mais comum. Dor que começa periumbilical e migra para fossa ilíaca direita
  • Colecistite e colelitíase: inflamação da vesícula e cálculos biliares. Dor no hipocôndrio direito após refeições gordurosas
  • Pancreatite: dor intensa no epigástrio que irradia para as costas "em faixa"
  • Diverticulite: inflamação de divertículos do cólon, mais comum no lado esquerdo em pacientes acima de 50 anos
  • Obstrução intestinal: bloqueio do trânsito intestinal por aderências, hérnias ou tumores. Dor em cólica com distensão e vômitos
  • Doença inflamatória intestinal: doença de Crohn e retocolite ulcerativa

Causas urológicas

  • Cólica renal: pedras nos rins que causam dor lombar intensa irradiada para a virilha. Uma das dores mais intensas que existem
  • Infecção urinária: dor suprapúbica com ardência ao urinar
  • Retenção urinária aguda: especialmente em homens com HPB

Causas ginecológicas

  • Cólica menstrual (dismenorreia): causa muito comum de dor pélvica em mulheres em idade reprodutiva
  • Cisto ovariano roto: dor súbita em fossa ilíaca
  • Torção de ovário: emergência cirúrgica com dor intensa unilateral
  • Gravidez ectópica: gestação fora do útero, geralmente na trompa. Emergência que pode causar hemorragia interna
  • Endometriose: dor pélvica crônica que piora durante a menstruação

Causas cardiovasculares

  • Infarto agudo do miocárdio: pode se apresentar como dor no epigástrio, especialmente em idosos e diabéticos — importante não esquecer
  • Aneurisma de aorta abdominal: dor abdominal com pulsação no abdômen em idosos — emergência vascular

Tratamentos

Tratamento da Dor Abdominal e Pélvica (CID R10)

O tratamento da dor abdominal depende inteiramente da causa identificada. O princípio fundamental é identificar e tratar a causa, e não apenas mascarar a dor.

Abordagem inicial

  • Avaliação médica: exame físico detalhado com palpação abdominal, ausculta intestinal e toque retal quando indicado
  • Exames laboratoriais: hemograma, PCR, amilase, lipase, função hepática, EAS (urina) e beta-HCG em mulheres em idade fértil
  • Exames de imagem: ultrassonografia abdominal (primeiro exame em muitos casos), tomografia computadorizada (padrão-ouro para dor abdominal aguda complexa) e radiografia de abdômen (para obstrução)

Tratamento por causa

Gastroenterite aguda:

  • Hidratação oral (soro de reidratação)
  • Antieméticos: ondansetrona para náuseas e vômitos
  • Antiespasmódicos: escopolamina (Buscopan) para cólicas
  • Dieta branda, evitando laticínios e alimentos gordurosos

Gastrite e dispepsia:

Cólicas e espasmos:

  • Escopolamina (Buscopan): antiespasmódico de primeira linha
  • Dipirona ou paracetamol como analgésico

Emergências cirúrgicas:

  • Apendicite: cirurgia (apendicectomia), geralmente por laparoscopia
  • Colecistite aguda: colecistectomia laparoscópica
  • Obstrução intestinal: sonda nasogástrica, jejum e avaliação cirúrgica
  • Gravidez ectópica rota: cirurgia de emergência

O que não fazer

  • Não tomar analgésicos potentes antes da avaliação médica: podem mascarar sinais importantes e retardar o diagnóstico
  • Não ignorar dor abdominal intensa: especialmente se acompanhada de febre, vômitos ou alteração dos sinais vitais
  • Não usar laxantes se houver suspeita de obstrução intestinal

Prevenção

Como prevenir a Dor Abdominal (CID R10)

A prevenção depende da causa específica, mas hábitos alimentares saudáveis e cuidados gerais podem reduzir significativamente a frequência de dor abdominal.

Medidas preventivas gerais

  • Alimentação equilibrada: comer devagar, mastigar bem, fracionar as refeições em 5-6 porções menores ao dia. Evitar exageros
  • Hidratação adequada: beber pelo menos 2 litros de água por dia ajuda a prevenir constipação e cálculos renais
  • Fibras na dieta: consumir frutas, verduras e grãos integrais previne constipação e pode reduzir o risco de diverticulite
  • Higiene alimentar: lavar bem frutas e verduras, cozinhar carnes adequadamente e armazenar alimentos corretamente para prevenir gastroenterites
  • Lavar as mãos: antes das refeições e após usar o banheiro
  • Moderar álcool: o consumo excessivo irrita a mucosa gástrica e o pâncreas
  • Não fumar: o tabagismo aumenta o risco de úlceras e câncer gastrointestinal
  • Atividade física: exercícios regulares melhoram o trânsito intestinal e reduzem cólicas
  • Gerenciar o estresse: o estresse pode causar ou agravar dor abdominal funcional

A adoção de uma dieta rica em fibras e a ingestão adequada de água podem reduzir em até 40% as queixas de dor abdominal recorrente relacionada a distúrbios funcionais do trato gastrointestinal.

Complicações

Complicações da Dor Abdominal (CID R10)

As complicações dependem da causa subjacente. A principal preocupação é o atraso no diagnóstico de condições graves que requerem tratamento urgente.

Complicações de causas cirúrgicas não diagnosticadas

  • Apendicite perfurada: se não operada a tempo, o apêndice pode perfurar em 24-72 horas, causando peritonite (infecção abdominal generalizada) e sepse
  • Perfuração de víscera oca: úlcera perfurada, diverticulite complicada — peritonite com risco de morte
  • Isquemia mesentérica: interrupção do fluxo sanguíneo para o intestino — emergência com alta mortalidade se não tratada em horas
  • Gravidez ectópica rota: hemorragia interna com choque hipovolêmico se não diagnosticada a tempo

Complicações de causas clínicas

  • Desidratação: vômitos e diarreia associados à dor abdominal podem levar a desidratação grave, especialmente em crianças e idosos
  • Obstrução intestinal complicada: pode evoluir para necrose (morte) do segmento intestinal e perfuração
  • Pancreatite necrotizante: forma grave de pancreatite com alta mortalidade

Complicações do atraso diagnóstico

  • Sepse: infecção generalizada a partir de foco abdominal não tratado — principal causa de mortalidade em emergências abdominais
  • Peritonite: infecção da cavidade abdominal que pode ser fatal sem tratamento cirúrgico adequado
  • Choque: por hemorragia interna ou sepse — situação de risco de morte

A avaliação precoce e adequada da dor abdominal é fundamental para prevenir complicações graves. O "abdômen agudo" — dor abdominal intensa de início súbito — deve sempre ser tratado como potencial emergência até prova em contrário.

Consulte Sempre um Médico

As informações desta página têm caráter exclusivamente informativo e não substituem uma consulta médica. Não se autodiagnostique nem se automedique. Procure um profissional de saúde para diagnóstico e tratamento adequados.

Perguntas Frequentes sobre R10

As causas são muito variadas: gastroenterite (infecção intestinal), gastrite, constipação, apendicite, cálculos biliares, cólica renal, infecção urinária, cólica menstrual, endometriose, hérnias, diverticulite, pancreatite e até infarto. A localização da dor é uma pista importante para o diagnóstico.
Procure o pronto-socorro se tiver dor abdominal intensa de início súbito, febre alta com dor, vômito com sangue, fezes pretas ou com sangue, abdômen rígido e muito doloroso, desmaio ou tontura, parada de gases e fezes, ou se for gestante com dor abdominal. Essas situações podem ser emergências cirúrgicas.
Dor em cólica (vai e vem) sugere espasmo intestinal, cálculos ou obstrução. Dor contínua e fixa sugere inflamação (apendicite, colecistite). Dor em queimação sugere gastrite ou úlcera. Dor que irradia para as costas pode ser pancreatite ou cólica renal. Dor pélvica em mulheres pode ser ginecológica.
Para dor aguda intensa, vá ao pronto-socorro. Para dor crônica ou recorrente, o gastroenterologista é o especialista mais indicado. Mulheres com dor pélvica devem consultar o ginecologista. O clínico geral pode fazer a avaliação inicial e encaminhar ao especialista adequado.
O CID R10 é um código de sintoma, não de doença definitiva. Geralmente, o médico utiliza o CID da doença diagnosticada (apendicite, pancreatite, etc.) para o atestado. Dor abdominal crônica que gera incapacidade pode requerer investigação e documentação da causa para benefício do INSS.
Para cólicas leves: escopolamina (Buscopan) como antiespasmódico e paracetamol ou dipirona como analgésico. Evite anti-inflamatórios que podem irritar o estômago. Importante: não tome analgésicos fortes antes da avaliação médica se a dor for intensa, pois podem mascarar sinais de emergência. Se a dor for forte ou persistente, procure um médico.

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