CID N40 - Hiperplasia da Próstata (HPB) | Sintomas, Causas e Tratamento | MediLife
N40

Hiperplasia da próstata

Informações sobre Hiperplasia da próstata (CID-10: N40). Sintomas, causas, tratamentos e orientações médicas.

Sobre N40 - Hiperplasia da próstata

O que é Hiperplasia da Próstata (CID N40)?

A hiperplasia prostática benigna (HPB), classificada como CID N40, é o aumento não canceroso da glândula prostática que ocorre naturalmente com o envelhecimento masculino. A próstata envolve a uretra (canal que conduz a urina da bexiga para fora do corpo), e quando aumenta de tamanho, comprime esse canal e dificulta a passagem da urina.

A HPB é uma das condições mais comuns em homens acima de 50 anos. Estudos histológicos mostram que sinais de hiperplasia já estão presentes em 50% dos homens aos 50 anos e em até 90% aos 80 anos. No Brasil, estima-se que mais de 10 milhões de homens apresentem sintomas urinários relacionados ao aumento da próstata.

Como a HPB afeta a micção

A próstata normal pesa cerca de 20-30 gramas. Na HPB, pode atingir 60, 80 ou mais de 100 gramas. O crescimento ocorre na zona de transição da glândula, que circunda a uretra prostática. À medida que a próstata cresce, comprime a uretra como se apertasse uma mangueira, dificultando o fluxo urinário.

Sintomas

Os sintomas da HPB são chamados de STUI (Sintomas do Trato Urinário Inferior) e dividem-se em:

Sintomas obstrutivos (de esvaziamento):

  • Jato urinário fraco ou fino
  • Dificuldade para iniciar a micção (hesitação)
  • Jato intermitente (para e recomeça)
  • Gotejamento no final da micção
  • Sensação de esvaziamento incompleto da bexiga
  • Necessidade de fazer força para urinar

Sintomas irritativos (de armazenamento):

  • Noctúria: acordar à noite para urinar (2 ou mais vezes)
  • Urgência miccional: necessidade súbita e imperiosa de urinar
  • Polaciúria: urinar frequentemente em pequena quantidade

HPB x Câncer de Próstata

É fundamental esclarecer: a HPB NÃO é câncer e NÃO se transforma em câncer. São condições completamente diferentes, embora possam coexistir. No entanto, ambas são mais comuns com a idade, e os sintomas podem se sobrepor, sendo essencial a avaliação urológica para diferenciação.

Diagnóstico

O diagnóstico inclui:

  • Toque retal: avalia o tamanho, consistência e regularidade da próstata
  • PSA (Antígeno Prostático Específico): exame de sangue — valores podem estar elevados na HPB e no câncer
  • Ultrassonografia: mede o volume prostático e o resíduo pós-miccional (urina que fica na bexiga)
  • Urofluxometria: mede a velocidade e volume do jato urinário
  • Score IPSS: questionário padronizado que avalia a gravidade dos sintomas (0-35 pontos)

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Causas

Causas da Hiperplasia da Próstata (CID N40)

A HPB é resultado do crescimento das células da zona de transição da próstata, estimulado por fatores hormonais que atuam ao longo de décadas.

Fatores hormonais

  • Di-hidrotestosterona (DHT): é o principal hormônio envolvido no crescimento prostático. A enzima 5-alfa-redutase converte a testosterona em DHT dentro da próstata. A DHT estimula a proliferação celular e é a base para o tratamento medicamentoso com inibidores da 5-alfa-redutase
  • Estrogênio: com o envelhecimento, a proporção de estrogênio em relação à testosterona aumenta nos homens, e o estrogênio pode potencializar o efeito estimulante da DHT sobre o crescimento prostático
  • Fatores de crescimento: diversas proteínas sinalizadoras (IGF, EGF, FGF) estimulam a proliferação das células prostáticas

Fatores de risco

  • Idade: o fator de risco mais importante. O risco aumenta progressivamente após os 40 anos
  • Histórico familiar: homens com pai ou irmão que tiveram HPB precocemente têm risco significativamente maior
  • Obesidade: o excesso de tecido adiposo aumenta a conversão de testosterona em estrogênio e está associado a próstatas maiores
  • Diabetes mellitus: a resistência à insulina e a hiperinsulinemia podem estimular o crescimento prostático
  • Síndrome metabólica: conjunto de hipertensão, obesidade, dislipidemia e resistência à insulina, aumenta o risco de HPB sintomática
  • Sedentarismo: a inatividade física está associada a sintomas urinários mais intensos
  • Dieta: alto consumo de carnes vermelhas e gorduras saturadas pode contribuir. Dietas ricas em vegetais e licopeno (tomate) podem ser protetoras

Fatores protetores

  • Atividade física: homens fisicamente ativos têm menor risco de HPB sintomática
  • Consumo moderado de vegetais: dietas ricas em fitoestrógenos e licopeno

Tratamentos

Tratamento da Hiperplasia da Próstata (CID N40)

O tratamento da HPB depende da gravidade dos sintomas, do tamanho da próstata e do impacto na qualidade de vida do paciente. Varia desde observação vigilante até cirurgia.

Observação vigilante (watchful waiting)

Para homens com sintomas leves (IPSS menor que 8) que não afetam significativamente a qualidade de vida. Consiste em acompanhamento anual com reavaliação dos sintomas, sem uso de medicamentos. Mudanças comportamentais incluem reduzir líquidos à noite, evitar cafeína e álcool, e urinar em dois tempos.

Tratamento medicamentoso

Bloqueadores alfa-adrenérgicos (primeira linha):

  • Tansulosina (Secotex), doxazosina (Carduran), alfuzosina
  • Relaxam a musculatura lisa da próstata e do colo vesical, melhorando o fluxo urinário
  • Início de ação em 1-2 semanas
  • Efeitos colaterais: tontura, hipotensão postural, ejaculação retrógrada

Inibidores da 5-alfa-redutase:

  • Finasterida (Proscar, Propecia) e dutasterida (Avodart)
  • Bloqueiam a conversão de testosterona em DHT, reduzindo o volume prostático em até 25-30%
  • Efeito pleno em 6-12 meses
  • Efeitos colaterais: redução da libido, disfunção erétil, redução do PSA em 50%
  • Indicados para próstatas acima de 40 ml

Terapia combinada:

  • Bloqueador alfa + inibidor da 5-alfa-redutase (ex: tansulosina + dutasterida)
  • Mais eficaz que monoterapia para próstatas grandes e sintomas moderados a graves

Outros medicamentos:

  • Tadalafila 5 mg diário (Cialis): aprovado para HPB com ou sem disfunção erétil. Relaxa a musculatura lisa prostática e vesical
  • Anticolinérgicos: para sintomas irritativos predominantes (urgência, polaciúria)

Tratamento cirúrgico

Indicado quando há falha medicamentosa, retenção urinária recorrente, infecções repetidas, cálculos vesicais ou insuficiência renal por obstrução:

  • RTUP (Ressecção Transuretral da Próstata): padrão-ouro cirúrgico. Remoção do tecido prostático pela uretra, sem cortes externos. Indicada para próstatas de até 80 ml
  • Vaporização a laser (GreenLight): evaporação do tecido prostático com laser, menos sangramento
  • Enucleação a laser (HoLEP): remoção completa do adenoma por via endoscópica, indicada para próstatas de qualquer tamanho
  • Prostatectomia aberta: para próstatas muito grandes (acima de 80-100 ml), por incisão abdominal
  • Procedimentos minimamente invasivos: UroLift (afastadores prostáticos), Rezum (vapor de água) — preservam a função sexual

Prevenção

Como prevenir a Hiperplasia da Próstata (CID N40)

Embora o envelhecimento seja o principal fator e não possa ser evitado, hábitos de vida saudáveis podem retardar o crescimento prostático e reduzir a gravidade dos sintomas.

Medidas preventivas

  • Atividade física regular: exercícios aeróbicos e de resistência reduzem os níveis de hormônios que estimulam o crescimento prostático. Homens fisicamente ativos têm até 25% menos risco de HPB sintomática
  • Manutenção do peso saudável: a obesidade está fortemente associada a próstatas maiores e sintomas mais intensos
  • Alimentação equilibrada: dieta rica em vegetais, frutas, soja (fitoestrógenos), tomate (licopeno) e peixes (ômega-3). Reduzir carnes vermelhas e gorduras saturadas
  • Controle do diabetes: manter a glicemia controlada reduz o risco de progressão da HPB
  • Evitar álcool em excesso e cafeína: podem agravar os sintomas urinários
  • Acompanhamento urológico regular: a partir dos 50 anos (ou 45 anos para negros e com histórico familiar), consultar o urologista anualmente para exame da próstata e PSA

Não existe medicamento aprovado para a prevenção primária da HPB. A finasterida e a dutasterida, embora reduzam o volume prostático, são indicadas apenas para tratamento e não para prevenção em homens assintomáticos.

Complicações

Complicações da Hiperplasia da Próstata (CID N40)

A HPB não tratada pode evoluir com complicações urinárias significativas que afetam a qualidade de vida e, em casos graves, a função renal.

Complicações urinárias

  • Retenção urinária aguda: incapacidade súbita de urinar, com dor intensa na região suprapúbica. É uma emergência urológica que requer cateterização vesical (passagem de sonda). Afeta até 10% dos homens com HPB não tratada
  • Retenção urinária crônica: a bexiga não esvazia completamente, acumulando resíduo urinário crescente. Pode ser silenciosa até estágios avançados
  • Infecção urinária de repetição: o resíduo urinário na bexiga favorece a proliferação bacteriana, causando cistites recorrentes
  • Cálculos vesicais: a estase urinária favorece a formação de pedras na bexiga
  • Hematúria: sangramento urinário por congestão dos vasos prostáticos dilatados

Complicações vesicais

  • Hipertrofia do detrusor: a bexiga precisa fazer mais força para vencer a obstrução, levando ao espessamento da parede vesical
  • Descompensação vesical: com o tempo, a bexiga perde sua capacidade contrátil, resultando em retenção urinária crônica
  • Bexiga hiperativa: contrações involuntárias da bexiga causando urgência e incontinência

Complicações renais

  • Hidronefrose: dilatação dos rins por acúmulo de urina que não consegue ser eliminada adequadamente
  • Insuficiência renal: em casos avançados, a obstrução prolongada pode causar dano renal irreversível. É a complicação mais grave da HPB não tratada

Impacto na qualidade de vida

  • Noctúria: acordar várias vezes à noite compromete o sono e a qualidade de vida
  • Disfunção sexual: a HPB e seus tratamentos podem afetar a ereção e a ejaculação
  • Ansiedade e isolamento: medo de incontinência ou urgência pode limitar atividades sociais

Consulte Sempre um Médico

As informações desta página têm caráter exclusivamente informativo e não substituem uma consulta médica. Não se autodiagnostique nem se automedique. Procure um profissional de saúde para diagnóstico e tratamento adequados.

Perguntas Frequentes sobre N40

A hiperplasia prostática benigna (HPB), classificada como CID N40, é o aumento benigno (não canceroso) da glândula prostática que ocorre naturalmente com o envelhecimento masculino. A próstata aumentada comprime a uretra e dificulta a passagem da urina, causando jato fraco, necessidade de urinar frequentemente e noctúria (acordar à noite para urinar).
A HPB é uma condição progressiva que pode ser controlada eficazmente com medicamentos ou curada cirurgicamente. Medicamentos como tansulosina e finasterida controlam os sintomas e reduzem o volume prostático. A cirurgia (RTUP ou laser) remove o tecido obstrutivo e resolve os sintomas definitivamente. A escolha depende da gravidade e do tamanho da próstata.
Os sintomas mais comuns são jato urinário fraco ou fino, dificuldade para começar a urinar, jato intermitente, gotejamento no final, sensação de bexiga cheia após urinar, urgência para ir ao banheiro e noctúria (acordar 2 ou mais vezes à noite). Os sintomas pioram gradualmente com o tempo se não tratados.
O urologista é o especialista indicado para avaliar e tratar problemas da próstata. A consulta inclui toque retal, exame de PSA no sangue, ultrassonografia e, se necessário, urofluxometria. Todo homem deve consultar o urologista anualmente a partir dos 50 anos (ou 45 se negro ou com histórico familiar de câncer de próstata).
A HPB por si só raramente gera afastamento pelo INSS, pois na maioria dos casos é controlada com medicamentos. No entanto, complicações graves (retenção urinária recorrente, necessidade de cirurgia) ou o pós-operatório podem gerar afastamento temporário. A cirurgia de RTUP, por exemplo, requer 30-45 dias de recuperação com restrição de atividades.
O tratamento medicamentoso da HPB é contínuo e de longo prazo — geralmente por toda a vida, pois os sintomas retornam quando o medicamento é interrompido. Bloqueadores alfa (tansulosina) aliviam em 1-2 semanas, enquanto inibidores da 5-alfa-redutase (finasterida) levam 6-12 meses para efeito pleno. A cirurgia resolve os sintomas de forma definitiva.

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