CID I25 - Doença Isquêmica Crônica do Coração | Sintomas e Tratamento | MediLife
I25

Doença isquêmica crônica do coração

Informações sobre Doença isquêmica crônica do coração (CID-10: I25). Sintomas, causas, tratamentos e orientações médicas.

Sobre I25 - Doença isquêmica crônica do coração

O que é a Doença Isquêmica Crônica do Coração (CID I25)?

A doença isquêmica crônica do coração, classificada como CID I25, é uma condição em que as artérias coronárias estão cronicamente estreitadas ou obstruídas por placas de aterosclerose, reduzindo de forma persistente o fornecimento de sangue e oxigênio ao músculo cardíaco.

No Brasil, as doenças isquêmicas do coração são a principal causa de morte cardiovascular, responsáveis por cerca de 90 mil óbitos anuais, segundo o DATASUS. Estima-se que mais de 12 milhões de brasileiros convivam com alguma forma de doença coronariana crônica.

Subtipos do CID I25

  • I25.0 — Doença cardiovascular aterosclerótica: aterosclerose coronariana documentada
  • I25.1 — Doença aterosclerótica do coração: a forma mais frequentemente codificada
  • I25.2 — Infarto do miocárdio antigo: sequela de infarto prévio (cicatriz miocárdica)
  • I25.5 — Cardiomiopatia isquêmica: insuficiência cardíaca causada por doença coronariana crônica
  • I25.8 — Outras formas: isquemia silenciosa

Sintomas

A doença pode manifestar-se de diversas formas:

  • Angina estável: dor no peito desencadeada por esforço que melhora com repouso
  • Falta de ar aos esforços (dispneia de esforço)
  • Fadiga desproporcional à atividade realizada
  • Palpitações e arritmias
  • Isquemia silenciosa: em até 25% dos casos, especialmente em diabéticos, a isquemia ocorre sem dor
  • Inchaço nas pernas quando há insuficiência cardíaca associada

Diagnóstico

O diagnóstico envolve teste ergométrico, ecocardiograma de estresse, cintilografia miocárdica, angiotomografia coronariana e, como padrão-ouro, o cateterismo cardíaco com coronariografia. O escore de cálcio coronariano é útil para estratificação de risco em assintomáticos.

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Causas

Causas da Doença Isquêmica Crônica do Coração (CID I25)

A principal causa é a aterosclerose coronariana — acúmulo progressivo de placas de gordura, cálcio e células inflamatórias nas paredes das artérias coronárias ao longo de décadas.

Processo da aterosclerose

  • Inicia-se com lesão do endotélio (revestimento interno) das artérias por fatores como hipertensão, tabagismo e colesterol elevado
  • Partículas de LDL (colesterol "ruim") penetram na parede arterial e sofrem oxidação
  • Células inflamatórias (macrófagos) acumulam gordura, formando "células espumosas" e estrias gordurosas
  • Com o tempo, forma-se uma placa fibrosa que estreita progressivamente a artéria
  • A placa pode romper, causando formação de coágulo e infarto agudo

Fatores de risco

  • Colesterol LDL elevado: o fator de risco mais diretamente ligado à aterosclerose
  • Tabagismo: causa dano direto ao endotélio e promove trombose
  • Hipertensão arterial: a pressão elevada acelera o dano vascular
  • Diabetes mellitus: a hiperglicemia crônica é tóxica para os vasos
  • Obesidade abdominal: gordura visceral é metabolicamente ativa e pró-inflamatória
  • Sedentarismo: contribui para múltiplos fatores de risco
  • Histórico familiar: doença coronariana precoce em parentes de primeiro grau
  • Sexo: homens são afetados mais precocemente; mulheres após a menopausa perdem a proteção hormonal
  • Estresse crônico e depressão: fatores psicossociais reconhecidos

Tratamentos

Tratamento da Doença Isquêmica Crônica do Coração (CID I25)

O tratamento visa prevenir eventos agudos (infarto, morte súbita), aliviar sintomas e melhorar a sobrevida.

Tratamento medicamentoso (base do tratamento)

  • Antiplaquetários: AAS (aspirina) 100mg/dia — fundamental para prevenir formação de coágulos nas placas coronarianas
  • Estatinas de alta potência: atorvastatina 40-80mg ou rosuvastatina 20-40mg — reduzem o LDL, estabilizam placas e reduzem mortalidade em 25-30%
  • Betabloqueadores: metoprolol, bisoprolol — especialmente em pacientes com infarto prévio ou insuficiência cardíaca
  • IECA/BRA: enalapril, ramipril, losartana — proteção cardiovascular, essenciais em hipertensos e diabéticos
  • Nitratos: para alívio de angina

Revascularização

  • Angioplastia com stent: indicada para lesões significativas (>70%) em artérias importantes com angina refratária ou isquemia extensa
  • Cirurgia de revascularização (pontes): indicada para doença triarterial, lesão de tronco de coronária esquerda ou doença multiarterial em diabéticos

Reabilitação cardíaca

Programa estruturado de exercícios supervisionados, educação e suporte psicológico. Reduz mortalidade em 20-25% e reinternações em 30%. Disponível no SUS.

Controle de fatores de risco

  • Cessação do tabagismo (reduz risco de novo evento em 50% no primeiro ano)
  • LDL alvo: abaixo de 50-70 mg/dL em muito alto risco
  • Pressão arterial: abaixo de 130/80 mmHg
  • Hemoglobina glicada: abaixo de 7% em diabéticos
  • Dieta mediterrânea e exercício regular

Prevenção

Como prevenir a Doença Isquêmica Crônica do Coração (CID I25)

A prevenção da doença coronariana crônica depende do controle dos fatores de risco ao longo de toda a vida.

Prevenção primária

  • Não fumar: a medida preventiva mais importante. Fumantes devem buscar tratamento para cessação
  • Alimentação cardioprotetora: dieta mediterrânea com azeite, peixes, frutas, vegetais, oleaginosas e grãos integrais. Reduzir gorduras saturadas, açúcar e ultraprocessados
  • Exercício físico regular: 150 minutos semanais de atividade aeróbica moderada. Reduz o risco coronariano em 30-40%
  • Controle do colesterol: verificar perfil lipídico a partir dos 20 anos. Tratar com estatinas quando indicado
  • Controle da pressão e diabetes: manter dentro das metas com medicamentos e estilo de vida
  • Peso saudável: IMC 18,5-24,9 e circunferência abdominal adequada

Prevenção secundária

Para quem já tem doença coronariana diagnosticada, a prevenção de novos eventos é ainda mais rigorosa: uso contínuo de aspirina e estatina de alta potência, controle rígido dos fatores de risco e reabilitação cardíaca.

Complicações

Complicações da Doença Isquêmica Crônica do Coração (CID I25)

A doença coronariana crônica pode evoluir para complicações graves e potencialmente fatais.

Complicações agudas

  • Infarto agudo do miocárdio: ruptura de placa com trombose, causando morte do tecido cardíaco. É a complicação mais temida
  • Morte súbita cardíaca: arritmia ventricular maligna, responsável por 50% das mortes por doença coronariana
  • Angina instável: desestabilização de placa com risco iminente de infarto

Complicações crônicas

  • Insuficiência cardíaca (cardiomiopatia isquêmica): a isquemia crônica ou cicatrizes de infartos prévios enfraquecem o coração. É a principal causa de insuficiência cardíaca no mundo
  • Arritmias: fibrilação atrial, taquicardia ventricular, bloqueios de condução
  • Insuficiência mitral: disfunção da válvula mitral por isquemia dos músculos papilares
  • Aneurisma ventricular: dilatação de região enfraquecida por infarto prévio

Impacto global

  • Doença arterial periférica: a aterosclerose afeta também artérias das pernas, rins e cérebro
  • AVC: a aterosclerose é sistêmica — quem tem doença coronariana tem risco aumentado de AVC
  • Redução da qualidade e expectativa de vida

Consulte Sempre um Médico

As informações desta página têm caráter exclusivamente informativo e não substituem uma consulta médica. Não se autodiagnostique nem se automedique. Procure um profissional de saúde para diagnóstico e tratamento adequados.

Perguntas Frequentes sobre I25

A doença isquêmica crônica do coração, CID I25, é o estreitamento crônico das artérias coronárias por placas de gordura (aterosclerose), que reduz o suprimento de sangue e oxigênio ao coração. É a principal causa de morte cardiovascular no Brasil, com cerca de 90 mil óbitos anuais.
Não tem cura, pois a aterosclerose é um processo crônico. Porém, com tratamento adequado (medicamentos, mudanças de estilo de vida e, quando necessário, stent ou cirurgia), é possível controlar os sintomas, estabilizar as placas e reduzir significativamente o risco de infarto e morte. Muitos pacientes vivem décadas com boa qualidade de vida.
O sintoma clássico é a angina (dor ou aperto no peito ao esforço). Outros sintomas incluem falta de ar aos esforços, fadiga desproporcional, palpitações e, quando há insuficiência cardíaca, inchaço nas pernas. Em 25% dos casos (especialmente diabéticos), a doença pode ser silenciosa, sem sintomas.
O cardiologista é o especialista principal. Ele realiza os exames de investigação e define o tratamento. O cirurgião cardíaco é consultado quando há indicação de cirurgia de revascularização. O hemodinamicista realiza o cateterismo e angioplastia com stent.
Sim. A doença isquêmica crônica do coração pode dar direito a auxílio-doença, especialmente após infarto, angioplastia ou cirurgia cardíaca. Casos com insuficiência cardíaca severa ou angina incapacitante podem dar direito a aposentadoria por invalidez. A avaliação da capacidade laborativa é feita pela perícia do INSS.
O tratamento é para toda a vida. Medicamentos como aspirina e estatina devem ser usados indefinidamente. Após stent, a dupla antiagregação é necessária por 6-12 meses. A reabilitação cardíaca dura 3-6 meses. O controle dos fatores de risco e acompanhamento cardiológico são permanentes.

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