CID C18 - Câncer de Cólon (Intestino) | Sintomas, Causas e Tratamento | MediLife
C18

Neoplasia maligna do cólon

Informações sobre Neoplasia maligna do cólon (CID-10: C18). Sintomas, causas, tratamentos e orientações médicas.

Sobre C18 - Neoplasia maligna do cólon

O que é o Câncer de Cólon (CID C18)?

O câncer de cólon, classificado como CID C18, é uma neoplasia maligna que se desenvolve no intestino grosso (cólon). Junto com o câncer de reto, forma o grupo chamado câncer colorretal, que é o terceiro tipo de câncer mais incidente no Brasil, excluindo o câncer de pele não melanoma.

De acordo com o INCA, estima-se que ocorram cerca de 45.630 novos casos de câncer colorretal por ano no Brasil, sendo o segundo mais frequente em mulheres (após o de mama) e o terceiro em homens (após próstata e pulmão). A incidência vem aumentando nas últimas décadas, associada às mudanças no estilo de vida e alimentação da população brasileira.

Como o câncer de cólon se desenvolve

Na maioria dos casos, o câncer de cólon se origina a partir de pólipos adenomatosos — pequenas lesões benignas que crescem na parede interna do intestino. A sequência adenoma-carcinoma (transformação de pólipo benigno em câncer) leva em média 10 a 15 anos, o que abre uma importante janela para prevenção e detecção precoce por meio da colonoscopia.

Subtipos (localização)

  • C18.0 — Ceco: primeira porção do cólon, onde se conecta ao intestino delgado
  • C18.1 — Apêndice: apêndice vermiforme
  • C18.2 — Cólon ascendente: lado direito do abdômen
  • C18.3 — Flexura hepática: curva do cólon próxima ao fígado
  • C18.4 — Cólon transverso: porção horizontal superior
  • C18.5 — Flexura esplênica: curva próxima ao baço
  • C18.6 — Cólon descendente: lado esquerdo do abdômen
  • C18.7 — Cólon sigmoide: porção final antes do reto (localização mais frequente)

Sintomas do câncer de cólon

  • Alteração do hábito intestinal persistente (diarreia ou constipação)
  • Sangue nas fezes (vermelho vivo ou escuro)
  • Dor abdominal tipo cólica persistente
  • Perda de peso involuntária
  • Fadiga e fraqueza por anemia
  • Sensação de evacuação incompleta
  • Fezes em formato de fita (afiladas)

Diagnóstico

O diagnóstico é feito por colonoscopia com biópsia. O exame de sangue oculto nas fezes é usado como rastreamento populacional. Para estadiamento, são solicitados tomografia de tórax, abdômen e pelve, dosagem de CEA (antígeno carcinoembrionário) e, em casos selecionados, ressonância magnética e PET-CT.

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Causas

Causas do Câncer de Cólon (CID C18)

O câncer de cólon resulta de alterações genéticas nas células do revestimento intestinal, influenciadas por fatores hereditários, ambientais e comportamentais.

Fatores alimentares e comportamentais

  • Dieta rica em carne vermelha e processada: o consumo regular de carnes processadas (linguiça, salsicha, presunto, bacon) aumenta o risco em até 18% para cada 50g consumidos diariamente, segundo a OMS
  • Baixo consumo de fibras: dietas pobres em frutas, verduras, legumes e cereais integrais estão associadas a maior risco
  • Obesidade: o excesso de gordura corporal, especialmente abdominal, aumenta o risco em 30-60%
  • Sedentarismo: a inatividade física é fator de risco independente
  • Tabagismo: fumantes têm risco 20% maior de desenvolver câncer colorretal
  • Consumo excessivo de álcool: mais de 2 doses diárias aumentam significativamente o risco

Fatores genéticos e hereditários

  • Polipose adenomatosa familiar (PAF): condição hereditária com centenas de pólipos no cólon, com risco de quase 100% de câncer se não tratada
  • Síndrome de Lynch (HNPCC): causa hereditária mais comum de câncer colorretal, responsável por 3-5% dos casos
  • Histórico familiar: ter parente de primeiro grau com câncer colorretal aumenta o risco em 2 a 4 vezes

Doenças inflamatórias intestinais

  • Retocolite ulcerativa: inflamação crônica do cólon aumenta o risco após 8-10 anos de doença
  • Doença de Crohn: quando afeta o cólon, também eleva o risco

Outros fatores

  • Idade: o risco aumenta significativamente após os 50 anos, embora a incidência em jovens venha crescendo
  • Diabetes tipo 2: resistência à insulina está associada a maior risco
  • Radioterapia abdominal prévia: tratamento anterior de outros cânceres na região

Tratamentos

Tratamento do Câncer de Cólon (CID C18)

O tratamento do câncer de cólon depende do estágio, localização do tumor e estado geral do paciente. A abordagem é multidisciplinar.

Cirurgia

A cirurgia é o tratamento principal e potencialmente curativo:

  • Polipectomia endoscópica: para cânceres muito iniciais confinados a um pólipo, a remoção durante a colonoscopia pode ser suficiente
  • Colectomia segmentar: remoção do segmento do cólon afetado com margens de segurança e linfonodos regionais. Pode ser feita por videolaparoscopia (menos invasiva) ou cirurgia aberta
  • Colectomia total: remoção de todo o cólon, indicada em síndromes hereditárias como a polipose adenomatosa familiar
  • Colostomia: em alguns casos, pode ser necessário criar uma abertura na parede abdominal para saída das fezes (temporária ou permanente)

Quimioterapia

  • Adjuvante (após cirurgia): indicada para estágio III e casos selecionados de estágio II com fatores de alto risco. O esquema CAPOX (capecitabina + oxaliplatina) ou FOLFOX (5-FU + leucovorin + oxaliplatina) por 3-6 meses é o padrão
  • Paliativa: para doença metastática, com esquemas baseados em fluoropirimidinas, oxaliplatina e irinotecano, associados a terapias-alvo

Terapia-alvo

  • Bevacizumabe: anticorpo anti-VEGF que inibe a formação de vasos sanguíneos no tumor
  • Cetuximabe e panitumumabe: anticorpos anti-EGFR para tumores RAS selvagem (sem mutação)

Imunoterapia

O pembrolizumabe é aprovado como primeira linha para câncer colorretal metastático com alta instabilidade de microssatélites (MSI-H) ou deficiência de reparo de mismatch (dMMR), presentes em cerca de 15% dos casos.

Tratamento pelo SUS

O SUS oferece tratamento integral para o câncer de cólon nos centros CACON e UNACON, incluindo cirurgia, quimioterapia, radioterapia e terapias-alvo selecionadas. O paciente tem direito ao início do tratamento em até 60 dias após o diagnóstico (Lei nº 12.732/2012).

Prevenção

Como prevenir o Câncer de Cólon (CID C18)

O câncer de cólon é um dos tipos mais preveníveis, pois a sequência pólipo-câncer leva anos e permite intervenção precoce.

Rastreamento (prevenção secundária)

  • Colonoscopia: recomendada a partir dos 45 anos para toda a população, repetida a cada 10 anos se normal. É o exame mais eficaz, pois permite encontrar e remover pólipos antes que se tornem câncer
  • Pesquisa de sangue oculto nas fezes: teste anual ou bienal, mais acessível, indicado quando a colonoscopia não está disponível
  • Rastreamento precoce: para pessoas com histórico familiar ou síndromes hereditárias, iniciar 10 anos antes da idade do diagnóstico do parente mais jovem afetado

Prevenção primária

  • Dieta rica em fibras: frutas, verduras, legumes e cereais integrais protegem a mucosa intestinal
  • Reduzir carnes processadas: limitar consumo de embutidos, bacon, linguiça e carnes defumadas
  • Atividade física regular: pelo menos 150 minutos semanais de exercícios moderados reduzem o risco em 20-25%
  • Manutenção do peso saudável: evitar obesidade, especialmente a abdominal
  • Não fumar e moderar álcool
  • Aspirina em baixa dose: pode ser recomendada pelo médico para indivíduos de alto risco cardiovascular e colorretal

A remoção de pólipos adenomatosos durante a colonoscopia reduz o risco de câncer colorretal em até 80%, segundo dados do INCA.

Complicações

Complicações do Câncer de Cólon (CID C18)

O câncer de cólon pode causar complicações graves pela evolução da doença e pelo tratamento.

Complicações da doença

  • Obstrução intestinal: o tumor pode bloquear a passagem do conteúdo intestinal, causando dor abdominal intensa, distensão, vômitos e impossibilidade de evacuar — emergência cirúrgica
  • Perfuração intestinal: rompimento da parede do cólon pelo tumor, causando peritonite e sepse
  • Sangramento crônico: levando a anemia ferropriva progressiva
  • Metástases hepáticas: o fígado é o principal sítio de metástase, presente em 20-25% dos casos ao diagnóstico
  • Metástases pulmonares e peritoneais: carcinomatose peritoneal causa ascite e obstrução
  • Fístulas: comunicação anormal entre o cólon e órgãos vizinhos

Complicações do tratamento

  • Complicações cirúrgicas: deiscência de anastomose (falha na cicatrização da emenda intestinal), infecção, aderências
  • Neuropatia periférica: formigamento e dormência nas mãos e pés pela oxaliplatina
  • Síndrome mão-pé: descamação e dor nas palmas e plantas pela capecitabina
  • Adaptação à colostomia: quando necessária, exige apoio psicológico e orientação de estomaterapeuta

Consulte Sempre um Médico

As informações desta página têm caráter exclusivamente informativo e não substituem uma consulta médica. Não se autodiagnostique nem se automedique. Procure um profissional de saúde para diagnóstico e tratamento adequados.

Perguntas Frequentes sobre C18

O câncer de cólon, CID C18, é uma neoplasia maligna do intestino grosso. É o terceiro tipo de câncer mais comum no Brasil, com cerca de 45 mil novos casos por ano. Na maioria dos casos, origina-se de pólipos que se transformam lentamente em câncer ao longo de 10-15 anos.
Sim, especialmente quando detectado precocemente. No estágio I, a taxa de cura supera 90%. Mesmo no estágio III, com cirurgia e quimioterapia adjuvante, a sobrevida em 5 anos é de 50-70%. A colonoscopia periódica é essencial para diagnóstico precoce ou prevenção pela remoção de pólipos.
Os sintomas incluem alteração do hábito intestinal (diarreia ou constipação persistente), sangue nas fezes, dor abdominal tipo cólica, perda de peso sem causa aparente, fadiga por anemia, sensação de evacuação incompleta e fezes afiladas. Nos estágios iniciais, pode ser assintomático.
O gastroenterologista ou coloproctologista realiza a colonoscopia e faz o diagnóstico. Após confirmação, o cirurgião oncológico e o oncologista clínico definem o tratamento. O acompanhamento envolve equipe multidisciplinar com nutricionista, psicólogo e enfermeiro estomaterapeuta quando necessário.
Sim. Como neoplasia maligna, o CID C18 dá direito a auxílio-doença, aposentadoria por invalidez (se houver incapacidade permanente), isenção de imposto de renda sobre aposentadoria, saque do FGTS e PIS/PASEP, e prioridade em processos judiciais e administrativos.
A cirurgia tem recuperação de 4-6 semanas. A quimioterapia adjuvante padrão dura 3-6 meses (esquema CAPOX ou FOLFOX). Para doença metastática, o tratamento pode ser contínuo ou em ciclos por tempo indeterminado, conforme a resposta. O acompanhamento pós-tratamento dura no mínimo 5 anos.

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