CID A15 - Tuberculose | Sintomas, Causas e Tratamento SUS | MediLife
A15

Tuberculose respiratória

Informações sobre Tuberculose respiratória (CID-10: A15). Sintomas, causas, tratamentos e orientações médicas.

Sobre A15 - Tuberculose respiratória

O que é Tuberculose Respiratória (CID A15)?

A tuberculose respiratória, classificada como CID A15, é uma doença infecciosa causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis (bacilo de Koch) que afeta principalmente os pulmões. É uma das doenças infecciosas mais antigas e mortais da humanidade, permanecendo como um grave problema de saúde pública mundial.

O Brasil está entre os 30 países com maior carga de tuberculose no mundo. São registrados cerca de 73.000 casos novos e 4.500 óbitos por ano. A doença é mais prevalente em populações vulneráveis: pessoas em situação de rua, privados de liberdade, pessoas vivendo com HIV, indígenas e profissionais de saúde.

Formas clínicas

  • Tuberculose pulmonar (mais comum - 85%): afeta os pulmões, com tosse produtiva por mais de 3 semanas
  • Tuberculose pleural: afeta a membrana que reveste os pulmões
  • Tuberculose miliar: forma disseminada, mais grave, comum em imunodeprimidos

Sintomas

  • Tosse persistente por mais de 3 semanas (sinal cardinal)
  • Expectoração com sangue (hemoptise)
  • Febre baixa vespertina (final da tarde)
  • Sudorese noturna intensa
  • Perda de peso não intencional
  • Fadiga e fraqueza progressiva
  • Dor torácica

Diagnóstico

O diagnóstico é feito pela baciloscopia de escarro (exame de escarro buscando o bacilo), teste rápido molecular (TRM-TB), cultura e radiografia de tórax. O teste tuberculínico (PPD) auxilia no diagnóstico de infecção latente. Todos os exames estão disponíveis gratuitamente no SUS.

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Causas

Causas da Tuberculose Respiratória (CID A15)

A tuberculose é causada pelo Mycobacterium tuberculosis, uma bactéria de crescimento lento que é transmitida pelo ar.

Transmissão

  • Via aérea: quando uma pessoa com tuberculose pulmonar ativa tosse, espirra, fala ou canta, ela libera gotículas microscópicas contendo bacilos que podem ser inaladas por outras pessoas
  • Contato prolongado: a transmissão ocorre principalmente em ambientes fechados e com pouca ventilação. O contato casual (ônibus, rua) raramente transmite
  • Período de transmissão: o paciente com tuberculose ativa transmite a doença até aproximadamente 15 dias após o início do tratamento correto

Fatores de risco

  • Infecção pelo HIV: é o principal fator de risco. Pessoas com HIV têm 28 vezes mais chance de desenvolver tuberculose ativa
  • Diabetes mellitus: aumenta o risco em 3 vezes
  • Uso de imunossupressores: corticoides, quimioterapia, medicamentos biológicos
  • Desnutrição e alcoolismo
  • Condições de moradia: aglomeração, falta de ventilação, institucionalização (presídios, abrigos)
  • Tabagismo: o cigarro danifica as defesas pulmonares e aumenta o risco
  • Extremos de idade: crianças menores de 5 anos e idosos

Infecção latente vs doença ativa

Estima-se que 25% da população mundial tenha tuberculose latente — o bacilo está presente mas controlado pelo sistema imunológico. Apenas 5 a 10% dos infectados desenvolverão a doença ativa ao longo da vida, geralmente quando há queda da imunidade.

Tratamentos

Tratamento da Tuberculose (CID A15)

O tratamento da tuberculose é totalmente gratuito pelo SUS e altamente eficaz quando seguido corretamente. A taxa de cura com tratamento adequado é superior a 95%.

Esquema básico (6 meses)

  • Fase intensiva (2 meses): Rifampicina + Isoniazida + Pirazinamida + Etambutol (RHZE) — comprimido combinado de dose fixa
  • Fase de manutenção (4 meses): Rifampicina + Isoniazida (RH)

Estratégia DOTS

O Brasil adota a estratégia DOTS (Tratamento Diretamente Observado) recomendada pela OMS, onde um profissional de saúde acompanha a tomada do medicamento pelo paciente pelo menos 3 vezes por semana. Isso aumenta significativamente a adesão e a taxa de cura.

Pontos críticos do tratamento

  • Nunca interromper o tratamento: mesmo que os sintomas melhorem após 2-3 semanas, é fundamental completar os 6 meses. O abandono causa recaída e pode gerar tuberculose resistente
  • Efeitos colaterais: náuseas, dor abdominal, urina alaranjada (normal pela rifampicina), hepatotoxicidade (raro)
  • Interações: a rifampicina interage com anticoncepcionais orais (reduz eficácia) e antirretrovirais

Tuberculose resistente

A tuberculose multirresistente (TB-MDR) ocorre quando o bacilo é resistente à rifampicina e isoniazida. O tratamento é mais longo (18-24 meses), com medicamentos mais caros e efeitos colaterais maiores. A principal causa de resistência é o abandono do tratamento.

Prevenção

Como prevenir a Tuberculose (CID A15)

  • Vacinação BCG: aplicada ao nascimento, protege contra as formas graves da tuberculose em crianças (meningite tuberculosa e tuberculose miliar). Faz parte do calendário do SUS
  • Tratamento de infecção latente: pessoas com PPD positivo e fatores de risco recebem isoniazida por 6-9 meses para prevenir a doença ativa
  • Busca ativa de sintomáticos respiratórios: toda pessoa com tosse por mais de 3 semanas deve fazer exame de escarro
  • Investigação de contatos: quando um caso é diagnosticado, todos os contatos domiciliares devem ser investigados
  • Ventilação adequada: ambientes arejados com luz solar reduzem a transmissão. O bacilo é sensível à radiação ultravioleta
  • Controle do HIV: testar todas as pessoas com tuberculose para HIV e vice-versa
  • Redução de aglomerações: medida importante em presídios, abrigos e hospitais

Complicações

Complicações da Tuberculose (CID A15)

  • Hemoptise maciça: sangramento pulmonar grave por erosão de vasos sanguíneos. É uma emergência médica
  • Pneumotórax: ruptura de cavitações pulmonares com colapso do pulmão
  • Fibrose pulmonar: sequela permanente com redução da capacidade respiratória, mesmo após cura
  • Disseminação (tuberculose miliar): em imunodeprimidos, a doença pode se espalhar para outros órgãos: meninges, ossos, rins, fígado
  • Tuberculose resistente: o abandono do tratamento pode gerar cepas resistentes aos medicamentos, com tratamento muito mais difícil e longo
  • Estigma social: a tuberculose ainda carrega estigma, levando a atraso no diagnóstico e isolamento social

No Brasil, a tuberculose ainda mata 4.500 pessoas por ano — mortes quase totalmente evitáveis com diagnóstico e tratamento adequados.

Consulte Sempre um Médico

As informações desta página têm caráter exclusivamente informativo e não substituem uma consulta médica. Não se autodiagnostique nem se automedique. Procure um profissional de saúde para diagnóstico e tratamento adequados.

Perguntas Frequentes sobre A15

A tuberculose respiratória (CID A15) é uma infecção pulmonar causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis. É transmitida pelo ar quando uma pessoa doente tosse ou espirra. O Brasil registra cerca de 73.000 casos novos por ano. A doença é curável com tratamento adequado.
Sim, a tuberculose tem cura em mais de 95% dos casos quando o tratamento é feito corretamente por 6 meses completos. O tratamento é totalmente gratuito pelo SUS. O maior problema é o abandono do tratamento, que pode causar recaída e resistência aos medicamentos.
O sintoma principal é tosse persistente por mais de 3 semanas, que pode vir acompanhada de escarro com sangue. Outros sintomas incluem febre baixa no final da tarde, sudorese noturna intensa, perda de peso, falta de apetite e fadiga. Se você tem tosse por mais de 3 semanas, procure uma UBS.
O diagnóstico e tratamento inicial podem ser feitos na UBS (Unidade Básica de Saúde) pelo clínico geral. Casos graves ou resistentes são encaminhados ao pneumologista ou infectologista. O tratamento é acompanhado na atenção primária com a estratégia DOTS.
Sim, a tuberculose dá direito a afastamento pelo INSS. O paciente em tratamento pode necessitar de 6 meses ou mais de afastamento. A tuberculose também é doença de notificação compulsória. Em casos de sequelas permanentes, pode haver direito à aposentadoria por invalidez.
O tratamento padrão dura 6 meses: 2 meses de fase intensiva com 4 medicamentos e 4 meses de fase de manutenção com 2 medicamentos. Para tuberculose resistente, o tratamento pode durar 18 a 24 meses. É fundamental completar todo o tratamento mesmo após melhora dos sintomas.

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