CID L50 - Urticária | Sintomas, Causas e Tratamento | MediLife
L50

Urticária

Informações sobre Urticária (CID-10: L50). Sintomas, causas, tratamentos e orientações médicas.

Sobre L50 - Urticária

O que é Urticária (CID L50)?

A urticária, classificada como CID L50, é uma condição dermatológica caracterizada pelo aparecimento de vergões (placas) avermelhados, elevados e pruriginosos na pele, que surgem e desaparecem em questão de horas. É popularmente conhecida como "alergia na pele" e pode afetar qualquer parte do corpo.

A urticária é extremamente comum: estima-se que 15-25% da população terá pelo menos um episódio de urticária ao longo da vida. No Brasil, a urticária crônica (que dura mais de 6 semanas) afeta cerca de 1-2% da população, com predomínio em mulheres entre 20 e 50 anos.

Subtipos do CID L50

  • L50.0 — Urticária alérgica: desencadeada por alérgenos identificáveis (alimentos, medicamentos, picadas de inseto)
  • L50.1 — Urticária idiopática: sem causa identificável (a mais comum na forma crônica)
  • L50.2 — Urticária devida ao frio e calor
  • L50.3 — Urticária dermatográfica: vergões que surgem ao coçar ou pressionar a pele
  • L50.4 — Urticária vibratória
  • L50.5 — Urticária colinérgica: desencadeada por calor, exercício ou estresse emocional
  • L50.6 — Urticária de contato: pelo contato direto com substâncias
  • L50.8 — Outras urticárias

Classificação por duração

  • Urticária aguda: duração menor que 6 semanas. Geralmente tem causa identificável (alergia)
  • Urticária crônica: sintomas recorrentes por mais de 6 semanas. Na maioria (80%), é espontânea (sem causa identificável)

Sintomas

  • Vergões (urticas): placas elevadas, avermelhadas ou rosadas, de tamanhos variados, que coçam intensamente e desaparecem em menos de 24 horas, surgindo em outros locais
  • Coceira intensa: o sintoma mais incômodo, pode piorar à noite
  • Angioedema: inchaço mais profundo da pele, afetando lábios, pálpebras, língua, mãos, pés ou genitais. Presente em 40% dos casos de urticária crônica
  • Sensação de queimação: em vez de coceira, em alguns casos

Quando é emergência

Procure emergência imediatamente se houver: inchaço na língua, lábios ou garganta com dificuldade para respirar ou engolir (anafilaxia), queda da pressão arterial, taquicardia ou desmaio.

Diagnóstico

O diagnóstico é clínico. Na urticária aguda, investigação detalhada de possíveis gatilhos. Na crônica, exames incluem hemograma, PCR, TSH, autoanticorpos tireoidianos (anti-TPO), complemento, e teste do soro autólogo (para urticária autoimune). Biópsia de pele é indicada se as lesões durarem mais de 24 horas (suspeita de vasculite urticariforme).

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Causas

Causas da Urticária (CID L50)

A urticária é causada pela liberação de histamina e outros mediadores inflamatórios pelos mastócitos da pele, que causam vasodilatação, aumento da permeabilidade vascular e coceira.

Causas da urticária aguda

  • Alimentos: frutos do mar, amendoim, castanhas, leite, ovos, trigo, soja. Geralmente surgem minutos a 2 horas após ingestão
  • Medicamentos: AINEs (ibuprofeno, aspirina), antibióticos (penicilinas, cefalosporinas, sulfonamidas), contrastes iodados
  • Picadas de insetos: abelhas, vespas, formigas
  • Infecções: viroses (especialmente em crianças), infecções por estreptococos, H. pylori
  • Látex: luvas, preservativos, brinquedos

Causas da urticária crônica

  • Urticária crônica espontânea (UCE): 80% dos casos. Causa autoimune em 30-50% (autoanticorpos contra receptores de IgE ou IgE nos mastócitos). Na maioria, a causa exata não é identificada
  • Urticária crônica induzível: 20% dos casos. Causada por estímulos físicos específicos:
    • Dermatografismo: pressão/atrito na pele
    • Urticária ao frio: exposição a temperaturas baixas
    • Urticária colinérgica: calor, exercício, banho quente, estresse
    • Urticária solar: exposição à luz
    • Urticária por pressão: pressão prolongada (cinto, alça de bolsa)
  • Doenças autoimunes associadas: tireoidite de Hashimoto (presente em 10-30% das urticárias crônicas), lúpus, doença celíaca

Fatores agravantes

  • Estresse: agrava qualquer forma de urticária
  • AINEs: podem piorar a urticária crônica mesmo em pacientes sem alergia específica a eles
  • Calor e álcool: vasodilatadores que podem intensificar os vergões
  • Infecções concomitantes

Tratamentos

Tratamento da Urticária (CID L50)

O tratamento visa controlar os sintomas, prevenir novos episódios e melhorar a qualidade de vida.

Anti-histamínicos (primeira linha)

Anti-histamínicos H1 de segunda geração (não sedativos):

  • Loratadina 10mg/dia
  • Cetirizina 10mg/dia
  • Fexofenadina 180mg/dia
  • Desloratadina 5mg/dia
  • Bilastina 20mg/dia

Se não houver controle com dose padrão, as diretrizes recomendam aumentar a dose em até 4 vezes (updosing) antes de adicionar outros medicamentos.

Segunda linha

  • Omalizumabe (anti-IgE): anticorpo monoclonal que se liga à IgE livre, reduzindo a ativação dos mastócitos. Injeção subcutânea a cada 4 semanas. Eficácia de 70-90% na urticária crônica espontânea refratária

Terceira linha

  • Ciclosporina: imunossupressor para casos graves refratários a anti-histamínicos e omalizumabe. Uso por 3-6 meses

Tratamento da urticária aguda grave (anafilaxia)

  • Adrenalina (epinefrina) intramuscular: tratamento de primeira linha para anafilaxia
  • Corticoides sistêmicos: prednisona por 3-5 dias pode ser usada em crises agudas graves, mas NÃO devem ser usados cronicamente na urticária

Medidas gerais

  • Identificar e evitar gatilhos conhecidos
  • Evitar AINEs se eles piorarem os sintomas
  • Manter pele hidratada (reduz coceira inespecífica)
  • Usar roupas leves e não apertadas
  • Banhos mornos (não quentes)
  • Compressas frias nas áreas afetadas para alívio imediato

Prevenção

Como prevenir a Urticária (CID L50)

A prevenção depende do tipo de urticária e de seus gatilhos identificados.

Medidas preventivas gerais

  • Identificar e evitar gatilhos: manter diário de sintomas anotando alimentos, medicamentos, atividades e estresse pode ajudar a identificar padrões
  • Evitar AINEs: quando possível, substituir ibuprofeno e aspirina por paracetamol, que raramente causa urticária
  • Evitar alimentos desencadeantes: quando identificados por investigação alergológica
  • Gerenciar estresse: o estresse é fator agravante comum em todos os tipos
  • Uso contínuo de anti-histamínico: na urticária crônica, tomar o anti-histamínico diariamente (não apenas quando surgem vergões) é essencial para prevenção

Prevenção por tipo específico

  • Urticária ao frio: proteger-se do frio, usar roupas adequadas, evitar bebidas e alimentos gelados, não mergulhar em água fria abruptamente
  • Urticária colinérgica: aquecer-se gradualmente antes de exercícios, tomar anti-histamínico profilático
  • Dermatografismo: evitar coçar a pele, usar roupas macias e folgadas
  • Urticária solar: usar protetor solar e roupas com proteção UV

Complicações

Complicações da Urticária (CID L50)

A urticária em si não causa dano permanente à pele, mas pode ter complicações significativas em termos de qualidade de vida e, em casos graves, risco à vida.

Anafilaxia

A complicação mais grave é a anafilaxia — reação alérgica sistêmica potencialmente fatal que pode acompanhar a urticária aguda. Inclui edema de glote (inchaço da garganta com dificuldade respiratória), queda da pressão arterial e choque. Requer uso imediato de adrenalina.

Angioedema

  • Inchaço profundo da pele, especialmente lábios, pálpebras, língua e genitais
  • Quando afeta a via aérea (laringe), pode ser fatal por asfixia
  • Presente em 40% das urticárias crônicas

Impacto psicossocial

  • Distúrbios do sono: a coceira intensa, especialmente noturna, compromete gravemente o sono
  • Ansiedade e depressão: a imprevisibilidade das crises gera ansiedade constante. Depressão é 2 vezes mais frequente em pacientes com urticária crônica
  • Prejuízo no trabalho e estudos: crises podem ser incapacitantes
  • Isolamento social: constrangimento com vergões visíveis e angioedema facial

Outras complicações

  • Efeitos dos tratamentos: uso crônico de corticoides (quando usado inadequadamente) pode causar ganho de peso, diabetes, osteoporose e imunossupressão
  • Vasculite urticariforme: se as lesões duram mais de 24 horas e deixam marcas, pode ser uma vasculite, condição mais séria que requer investigação

Consulte Sempre um Médico

As informações desta página têm caráter exclusivamente informativo e não substituem uma consulta médica. Não se autodiagnostique nem se automedique. Procure um profissional de saúde para diagnóstico e tratamento adequados.

Perguntas Frequentes sobre L50

A urticária, CID L50, é uma reação da pele que causa vergões (placas) avermelhados, elevados e com coceira intensa. Os vergões surgem e desaparecem em horas, podendo reaparecer em outros locais. É extremamente comum — 15-25% das pessoas terão pelo menos um episódio na vida. Pode ser aguda (até 6 semanas) ou crônica.
A urticária aguda geralmente se resolve espontaneamente quando o gatilho é removido. A urticária crônica espontânea tem remissão espontânea em 50% dos casos em 1 ano e 80% em 5 anos. Com tratamento adequado (anti-histamínicos e, se necessário, omalizumabe), é possível controlar completamente os sintomas.
Vergões avermelhados e elevados na pele que coçam intensamente, mudam de lugar em horas, angioedema (inchaço de lábios, pálpebras, língua ou mãos) em 40% dos casos, sensação de queimação e, em casos graves, dificuldade para respirar (procurar emergência imediatamente neste caso).
O dermatologista ou alergista/imunologista são os especialistas mais indicados para urticária crônica. Para urticária aguda simples, o clínico geral pode tratar. Em caso de anafilaxia (urticária com falta de ar, inchaço de garganta ou queda de pressão), procure uma emergência imediatamente.
Em casos graves de urticária crônica com crises frequentes e incapacitantes, angioedema recorrente ou anafilaxia que impeçam o trabalho, pode haver direito a auxílio-doença. A avaliação é por perícia do INSS. Casos leves controlados com anti-histamínicos geralmente não justificam afastamento.
A urticária aguda pode resolver em dias a semanas. O tratamento da urticária crônica com anti-histamínicos diários é mantido por meses a anos. Omalizumabe é usado por pelo menos 6-12 meses antes de tentar suspensão gradual. A maioria das urticárias crônicas remite em 1-5 anos.

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