Medicamentos na Amamentação: Guia | MediLife | MediLife
Gravidez e Maternidade

Medicamentos e Amamentação: O Que É Seguro para Mãe e Bebê

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Saiba quais medicamentos são compatíveis com a amamentação, a classificação de risco, quando suspender e as fontes confiáveis para consulta como o LactMed.

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Aviso importante: Este artigo tem caráter exclusivamente informativo e não substitui a consulta médica. Nunca inicie, altere ou interrompa um tratamento sem orientação de um profissional de saúde habilitado. Decisões sobre medicamentos durante a amamentação devem ser tomadas em conjunto com o médico.

A amamentação é um dos momentos mais importantes para a saúde do bebê e da mãe. O leite materno fornece todos os nutrientes necessários nos primeiros seis meses de vida, além de anticorpos que protegem contra infecções e doenças. Porém, quando a mãe adoece ou sente dor durante esse período, surge uma dúvida angustiante: "Posso tomar remédio amamentando?"

A boa notícia é que a maioria dos medicamentos é compatível com a amamentação. Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), menos de 5% dos medicamentos exigem suspensão temporária ou definitiva do aleitamento. O problema é que, por medo ou desinformação, muitas mães deixam de tratar condições que precisam de tratamento ou interrompem a amamentação desnecessariamente. Este guia vai ajudar você a entender a classificação de risco dos medicamentos e a tomar decisões informadas junto com seu médico.

Como os Medicamentos Passam para o Leite Materno

Para entender a segurança de um medicamento na amamentação, é importante saber como ele chega ao leite. A maioria dos medicamentos presentes no sangue materno passa para o leite em alguma quantidade, geralmente por difusão passiva. No entanto, a quantidade que efetivamente chega ao bebê costuma ser muito pequena.

Fatores que influenciam a transferência incluem:

  • Peso molecular: Moléculas grandes (como insulina e heparina) praticamente não passam para o leite.
  • Ligação a proteínas: Medicamentos com alta ligação proteica ficam mais retidos no sangue materno.
  • Lipossolubilidade: Substâncias lipossolúveis passam mais facilmente para o leite.
  • Meia-vida: Medicamentos com meia-vida curta saem do organismo rapidamente, reduzindo a exposição do bebê.
  • Biodisponibilidade oral: Mesmo que passe para o leite, o medicamento pode não ser absorvido pelo trato digestivo do bebê.

A dose relativa infantil (DRI) é o principal indicador de segurança. Ela representa a porcentagem da dose materna que o bebê recebe pelo leite. Quando a DRI é menor que 10%, o medicamento geralmente é considerado seguro.

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Classificação de Risco dos Medicamentos na Amamentação

O Ministério da Saúde do Brasil, em parceria com a OMS, classifica os medicamentos em categorias de compatibilidade com a amamentação:

CategoriaSignificadoAção
CompatívelSeguro durante a amamentaçãoPode amamentar normalmente
Usar com cautelaPode ser usado, mas requer monitoramentoAmamentar e observar o bebê
Uso criteriosoBenefício deve superar o riscoDecisão médica caso a caso
ContraindicadoRisco comprovado para o bebêSuspender amamentação ou usar alternativa

Medicamentos Geralmente Seguros na Amamentação

Analgésicos e Antitérmicos

Paracetamol (acetaminofeno) é considerado o analgésico de primeira escolha para lactantes. Passa para o leite em quantidades mínimas e é amplamente utilizado em pediatria, o que demonstra sua segurança para o bebê. Ibuprofeno também é compatível com a amamentação: possui alta ligação proteica e a quantidade transferida para o leite é insignificante (DRI menor que 1%). Dipirona é amplamente usada no Brasil e considerada compatível, embora em alguns países seja contraindicada por outros motivos.

Antibióticos

A maioria dos antibióticos comuns é compatível com a amamentação. Penicilinas (amoxicilina, ampicilina), cefalosporinas (cefalexina, cefuroxima) e macrolídeos (azitromicina, eritromicina) são considerados seguros. A quantidade que passa para o leite é pequena, e esses antibióticos são utilizados inclusive para tratar infecções em bebês. O principal efeito colateral possível no lactente é a alteração temporária da flora intestinal, que pode causar fezes mais amolecidas.

Anti-hipertensivos

Para mães com hipertensão que precisam manter o tratamento durante a amamentação, existem opções seguras. Nifedipino, enalapril e metildopa são compatíveis com a amamentação, transferindo quantidades mínimas para o leite materno.

Antidepressivos

A depressão pós-parto afeta cerca de 15% das mães e necessita tratamento adequado. Sertralina é o antidepressivo de primeira escolha na amamentação, com DRI de apenas 0,5% a 3%. Paroxetina também apresenta transferência mínima. A decisão de tratar a depressão é fundamental: mães deprimidas não tratadas têm maior risco de abandonar a amamentação e de desenvolver problemas no vínculo com o bebê.

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Medicamentos que Exigem Atenção Especial

Aspirina (Ácido Acetilsalicílico)

Em doses altas e prolongadas, a aspirina pode causar efeitos adversos no bebê, incluindo risco de Síndrome de Reye. Em doses baixas (como as usadas para prevenção cardiovascular), o risco é menor, mas há alternativas mais seguras como o paracetamol e o ibuprofeno.

Metronidazol

Passa para o leite em quantidades significativas e pode alterar o sabor, levando o bebê a recusar a mamada. Em tratamentos curtos (dose única), recomenda-se suspender a amamentação por 12 a 24 horas. Em tratamentos prolongados, deve-se avaliar alternativas com o médico.

Anti-histamínicos

Anti-histamínicos de primeira geração (difenidramina, clorfeniramina) podem causar sonolência no bebê e reduzir a produção de leite. Os de segunda geração (loratadina, cetirizina) são preferíveis por causarem menos efeitos adversos tanto na mãe quanto no bebê.

Medicamentos Contraindicados na Amamentação

Alguns medicamentos apresentam risco comprovado para o lactente e devem ser evitados:

  • Quimioterápicos (citostáticos): Causam imunossupressão e danos celulares no bebê.
  • Radiofármacos: Exigem suspensão temporária da amamentação conforme a meia-vida do isótopo.
  • Ergotamina: Usada para enxaqueca, pode causar vômitos, diarreia e convulsões no bebê.
  • Lítio: Passa significativamente para o leite e pode causar toxicidade no lactente.
  • Amiodarona: Contém iodo e pode afetar a tireoide do bebê.
  • Tetraciclinas (uso prolongado): Podem manchar os dentes do bebê em desenvolvimento.

Fontes Confiáveis para Consulta

Quando você ou seu médico tiverem dúvidas sobre um medicamento específico, consulte estas fontes científicas:

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  • LactMed (Drugs and Lactation Database): Base de dados gratuita do National Institutes of Health (NIH) dos EUA, considerada a referência mundial sobre medicamentos e lactação. Disponível online e como app.
  • e-Lactancia: Site espanhol da APILAM (Associação para a Promoção da Amamentação) que classifica medicamentos em categorias de risco com linguagem acessível.
  • Manual do Ministério da Saúde: "Amamentação e Uso de Medicamentos e Outras Substâncias" é o guia oficial brasileiro, disponível gratuitamente.
  • Bulário MediLife: Consulte informações detalhadas sobre medicamentos, incluindo indicações de uso na lactação.

Estratégias para Minimizar a Exposição do Bebê

Quando é necessário usar um medicamento durante a amamentação, algumas estratégias ajudam a reduzir a exposição do bebê:

  • Amamente antes de tomar o medicamento: Assim, o pico de concentração no leite acontecerá entre as mamadas.
  • Prefira medicamentos tópicos quando possível: Cremes, pomadas e colírios têm absorção sistêmica mínima.
  • Escolha medicamentos de meia-vida curta: São eliminados mais rapidamente do organismo.
  • Opte por medicamentos com dados estabelecidos: Prefira medicamentos antigos e bem estudados a lançamentos recentes sem dados em lactação.
  • Monitore o bebê: Observe sinais como sonolência excessiva, irritabilidade, recusa alimentar, alteração das fezes ou erupções cutâneas.

Quando Suspender a Amamentação Temporariamente

Em situações raras, pode ser necessário suspender a amamentação por um curto período. Nesse caso:

  • Extraia e descarte o leite durante o período de suspensão para manter a produção.
  • Use leite previamente ordenhado e armazenado, ou fórmula infantil conforme orientação do pediatra.
  • Retome a amamentação assim que o medicamento for eliminado do organismo (geralmente 5 meias-vidas).
  • Consulte o guia de saúde para gestantes e lactantes do MediLife para mais orientações.

Perguntas Frequentes (FAQ)

Posso tomar antibiótico amamentando?

A maioria dos antibióticos é compatível com a amamentação. Penicilinas (amoxicilina), cefalosporinas (cefalexina) e macrolídeos (azitromicina) são considerados seguros. O principal efeito no bebê pode ser uma alteração temporária da flora intestinal, com fezes mais amolecidas. Sempre informe ao médico que está amamentando para que ele escolha o antibiótico mais adequado.

Analgésicos são seguros para quem amamenta?

Paracetamol e ibuprofeno são considerados seguros e são as opções de primeira escolha. Dipirona também é amplamente usada no Brasil durante a lactação. Evite aspirina em doses altas e opioides fortes sem prescrição. Para verificar informações de qualquer medicamento, consulte o Bulário MediLife.

Tomo antidepressivo e descobri que estou grávida. Devo parar?

Nunca interrompa um antidepressivo por conta própria, pois a retirada abrupta pode causar síndrome de descontinuação. Converse com seu psiquiatra imediatamente. A sertralina é o antidepressivo com melhor perfil de segurança tanto na gestação quanto na amamentação. Tratar a depressão é fundamental para a saúde da mãe e do bebê.

Posso tomar anti-inflamatório amamentando?

Ibuprofeno é o anti-inflamatório de escolha durante a amamentação, pois tem alta ligação proteica e passa minimamente para o leite. Evite diclofenaco e nimesulida sem orientação médica. Se precisar de analgesia mais forte, consulte seu médico sobre alternativas seguras.

Como o MediLife ajuda mães que amamentam?

O MediLife permite que você registre todos os medicamentos que está usando durante a amamentação, configure lembretes de horário (incluindo o melhor momento em relação às mamadas) e consulte o Bulário para informações sobre compatibilidade. Além disso, o registro ajuda seu médico a ter uma visão completa do que você está tomando nas consultas de acompanhamento.

Amamente com segurança e informação

A amamentação é um direito da mãe e do bebê, e na grande maioria das vezes pode ser mantida mesmo quando a mãe precisa de medicamentos. Informe-se, consulte fontes confiáveis e converse com seu médico. Use o Bulário MediLife para consultar medicamentos e mantenha seu tratamento organizado com o app. Sua saúde e a do seu bebê merecem esse cuidado.

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